Chuvas na Bahia: Rui Costa estima que governo precisará erguer pelo menos 5 mil casas para desabrigados; 26 pessoas morreram

·2 min de leitura

RIO — Em meio a um cenário de destruição, onde as chuvas deixaram 26 mortos e mais de 26,6 mil desabrigados, o governador da Bahia, Rui Costa (PT), afirmou, nesta terça-feira (11), que estima ser necessária a construção de pelo menos cinco mil unidades habitacionais para pessoas que precisaram deixar suas casas e não têm para onde ir. Segundo ele, para erguer as residências, "garantindo toda infraestrutura necessária", o estado precisará investir aproximadamente R$ 350 milhões.

Questionado, o governo baiano ainda não respondeu de onde sairia a verba para a construção das casas. Rui Costa acrescentou que aguarda o retorno do levantamento feito por todas as prefeituras para que possa chegar a um cálculo final. Segundo ele, a entrega dessas habitações é uma prioridade "para garantir que as famílias tenham um mínimo de dignidade depois das enchentes".

Além dos 26,6 mil desabrigados, há pouco mais de 60 mil desalojados — ou seja, que de alguma forma conseguiram abrigo na casa de parentes ou amigos. Duas pessoas ainda continuam desaparecidas, segundo números do governo estadual, e estima-se que os temporais tenham atingido diretamente mais de 850 mil baianos até agora em 177 cidades.

As mortes por conta dos temporais aconteceram em Amargosa (2), Itaberaba (2), Itamaraju (4), Jucuruçu (3), Macarani (1), Prado (2), Ruy Barbosa (1), Itapetinga (1), Ilhéus (3), Aurelino Leal (1), Itabuna (2), São Félix do Coribe (2), Ubaitaba (1) e Belo Campo (1).

A previsão do tempo para o estado, no entanto, traz boas notícias. Segundo o Climatempo, as instabilidades enfraquecem na Bahia ao longo da semana. Há possibilidade de chuva fraca nos próximos dias, mas os volumes são baixos, bem menores do que os registrados até agora.

A reportagem também procurou os estados de Minas Gerais, Tocantins, Espírito Santo e Piauí, mas não obteve retorno sobre o levantamento de desabrigados por conta da chuva junto aos municípios. O governo do Maranhão não falou em números, mas disse que as ações estão concentradas em doação de cestas básicas, colchonetes, máquinas para desobstruir os locais inundados, medicamentos e o transporte de famílias e de profissionais, e que os restaurantes populares também estão mobilizados para distribuir refeições nas cidades afetadas. Ainda segundo o governo maranhense, as famílias que tiveram suas casas afetadas foram abrigadas em casas de parentes ou em abrigos providenciados pelo poder público.

Nesta terça, O GLOBO mostrou que as enchentes já mataram 45 pessoas e deixaram quase 110 mil desabrigados em todo o Brasil. No fim de semana, a queda de parte de um cânion, que especialistas analisam que pode ter sido acelerada pelas fortes chuvas, provocou a morte de dez turistas no Lago de Furnas em Capitólio (MG).

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos