Chuvas no Nordeste são 'resquício' de frente fria polar; entenda

Chuvas no Nordeste: área mais afetada é a Grande Recife. Foto: Duarte/Anadolu Agency via Getty Images.
Chuvas no Nordeste: área mais afetada é a Grande Recife. Foto: Duarte/Anadolu Agency via Getty Images.
  • Massa de ar frio se encontrou com Distúrbio Ondulatório

  • Expectativa é de mais chuvas nesta quarta-feira

  • Estados do Nordeste seguem em alerta

O Nordeste tem enfrentado grandes chuvas nos últimos dias. A região mais afetada é a Grande Recife, onde deslizamentos de terra já causaram a morte de ao menos 90 pessoas e deixaram outras 6 mil desabrigadas. Apesar de ser esperado precipitações entre maio e junho, o grande volume de chuvas está sendo causado por um resquício da massa de ar frio polar, que vem do Sul.

Na semana passada, a massa de ar polar baixou as temperaturas no Sul e Sudeste, principalmente. Em estados sulistas, foi registrado neve. Já São Paulo teve episódios de chuva congelada e temperaturas abaixo de 10º C. Essa massa de ar frio encontrou um Distúrbio Ondulatório de Leste e intensificou as chuvas no Nordeste, segundo explicou o meteorologista do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), Mamedes Luiz Melo, ao jornal Extra.

“A massa interpolar que afetou quase todo o Brasil e causou estragos no Sul se deslocou para o oceano e se encontrou com ventos intensos que criaram uma instabilidade maior ao leste do país, em direção ao nordeste. Em período normal, sem tanta ação desses fenômenos atípicos, a formação de nuvens e chuvas é menos intensa”, disse Melo ao jornal.

Em comunicado, o Inmet informou que Recife segue em alerta laranja de perigo e o volume de chuva pode chegar a 100 mm, causando alagamentos, deslizamentos e transbordamentos de rios. A máxima dos últimos dias foi na última sexta-feira (27), de 200 mm.

A previsão é que a precipitação diminua a partir de quarta-feira (1º), quando o Distúrbio Ondulatório Leste começa a perder força. Ainda assim, há alerta para alto volume de chuvas para esta quarta em Sergipe, Alagoas e o Sul de Pernambuco, com acumulados maiores de 100 mm.

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