'Ciência não tem lado', afirma médica Luana Araújo

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BRASÍLIA, DF, 02.06.2021: CPI-COVID-DF - CPI da Covid no Senado ouve nesta quarta-feira (2) a médica Luana Araújo, que chegou a ser anunciada em maio como secretária especial de Enfrentamento da Covid do Ministério da Saúde, mas teve sua indicação retirada dez dias depois, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 02.06.2021: CPI-COVID-DF - CPI da Covid no Senado ouve nesta quarta-feira (2) a médica Luana Araújo, que chegou a ser anunciada em maio como secretária especial de Enfrentamento da Covid do Ministério da Saúde, mas teve sua indicação retirada dez dias depois, em Brasília (DF). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Em depoimento à CPI da Covid, a ex-secretária extraordinária de Enfrentamento à Covid-19 Luana Araújo defendeu a ciência, afirmou que o ministro da Saúde Marcelo Queiroga havia prometido a ela autonomia para trabalhar e afirmou que negação "pode ser fatal".

"Ciência não tem lado, é bem ou mal feita. É ferramenta de produção de conhecimento para servir a população", afirmou.

Sem citar nomes ou exemplos, a médica criticou comportamentos negacionistas, afirmando que a população seria quem mais sofreria.

"Falta de informação, desespero e arrogância podem ser letal", afirmou.

Luana Araújo afirmou que o projeto apresentado a ela pelo ministro Marcelo Queiroga era "sólido" e baseado na ciência. Também disse que havia sido prometida a ela autonomia para trabalhar, sempre respeitando a cientificidade e tecnicidade.

"Eu pleiteei a autonomia e não insubordinação e anarquia", afirmou.