Deputado do CE defende PMs que atiraram em Cid Gomes: 'legítima defesa'

Capitão Wagner afirmou que policiais militares que atiraram contra Cid Gomes agiram em legítima defesa. (Foto: Reprodução/Facebook)

Uma comitiva de deputados federais e representantes do governo federal está, nesta quinta-feira (20), em Fortaleza (CE) na tentativa de estabelecer um canal de diálogo entre o governo do estado e policiais militares em greve.

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O encontro acontece após o senador Cid Gomes (PDT-CE) ter sido baleado em Sobral, no interior do Ceará, ao forçar o portão de um quartel da Polícia Militar onde estavam os policias grevistas com uma retroescavadeira, na quarta-feira (19).

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De acordo com o deputado Capitão Wagner (PROS-CE), a comitiva aguarda desde quarta à noite ser recebida pelo governador do estado, Camilo Santana (PT). “Fomos impedidos de entrar no Palácio da Abolição pelo governador do estado, que tenta impor a sua vontade na condução da situação. Ele tem mostrado desprezo pelo diálogo”, disse o parlamentar.

O deputado Capitão Wagner criticou a atitude do senador Cid Gomes, de “tentar resolver o problema de maneira ditatorial e que, felizmente, não terminou em uma tragédia”. 

“Não é pela força que vamos chegar a uma solução. Mas ele se sente dono da cidade e acabou, ao conduzir uma retroescavadeira, sem ter a habilitação necessária, cometendo vários crimes como tentativa de homicídio e dano ao patrimônio. Os policiais apenas reagiram em legítima defesa”, avaliou.

De acordo com o último boletim médico, Cid Gomes deixou a Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital do Coração, em Sobral, e foi transferido para unidade de saúde de Fortaleza. Os disparos não atingiram órgãos vitais, e o quadro é estável.

COMITIVA

Além de Capitão Wagner, o grupo é composto pelos deputados e policiais militares Capitão Alberto Neto (Republicanos-AM) e Major Fabiana (PSL-RJ) e pelo diretor de Proteção e Defesa dos Direitos Humanos, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos, Herbert Barros. 

O senador Major Olímpio (PSL-SP), líder do PSL no Senado, também embarcou para o Ceará na tarde desta quinta-feira para tentar mediar o conflito. Ele também é policial militar.

“Estamos colocando o nosso mandato e a experiência como policial militar a serviço de uma solução pacífica para a crise. Nossa intenção é que os direitos dos policiais sejam respeitados e que também a população tenha um serviço de segurança pública garantido”, defendeu a deputada Major Fabiana.

Policiais militares do estado, em manifestação desde dezembro, reivindicam aumento salarial. Um projeto que tramita na Assembleia Legislativa do Ceará aumenta o salário de um soldado militar de R$ 3,2 mil para R$ 4,5 mil, em reajuste progressivo até 2022.

Um grupo de policiais insatisfeito com a proposta realiza desde terça-feira (18) atos que o governo do Ceará classificou como “motim” e “vandalismo”.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública enviou equipes da Polícia Rodoviária Federal e da Polícia Federal para Sobral para garantir a segurança do senador Cid Gomes. O ministério informou também que mobilizou tropas da Força Nacional de Segurança “a fim de proteger a população cearense, em razão de movimento paredista por parte das polícias estaduais do Ceará”.

Camilo Santana afirmou que já havia solicitado formalmente o apoio de tropas federais para o Ceará aos ministros Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo) e Sergio Moro (Justiça e Segurança) para uma “ação enérgica contra essas pessoas que têm agido como criminosos”.