Cidade de SP quer reduzir intervalo de dose de reforço para quatro meses

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Desde o dia 25 de maio até este domingo (13), no Terminal Rodoviário do Tietê, 147 ônibus foram abordados e 4.089 passageiros foram avaliados, com 18 sintomáticos respiratórios identificados pela equipe da prefeitura (Foto: Reprodução/Globonews)
Edson Aparecido afirmou que prefeiro Ricardo Nunes concordou e será feito pedido à Anvisa para que dose de reforço seja aplicada depois de 4 meses (Foto: Reprodução/Globonews)
  • Cidade de SP vai tentar reduzir o prazo para aplicação da dose de reforço para quatro meses

  • Principal motivo para adiantar terceira dose é a preocupação com a Ômicron

  • Até o momento, foram registrados três casos da nova variante no estado de SP, dois na capital

A prefeitura de São Paulo vai entrar com um pedido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para reduzir o intervalo entre a segunda dose da vacina contra a covid-10 e a dose de reforço. A informação foi revelada pelo secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, em entrevista à BandNewsTV.

“A ideia é que a gente possa, rapidamente, ampliar a cobertura vacinal da população com a chamada terceira dose. Ontem o município tomou uma decisão importante, que foi já aplicar a Pfizer como dose de reforço nas pessoas que tomaram a dose única da Janssen, cerca de 350 mil pessoas”, declarou Edson Aparecido.

Segundo o secretário de Saúde, a equipe de vigilância sanitária da pasta realizou um estudo, mostrando ser possível reduzir o prazo – atualmente de cinco meses – para quatro meses. “Discutimos agora à noite com o prefeito Ricardo Nunes que está em Nova York, a possibilidade de solicitarmos a redução do prazo para aplicação da terceira dose para quatro meses”, revelou Aparecido na última quarta-feira (1º).

Edson Aparecido também comentou os casos já confirmados da variante Ômicron no estado de São Paulo, sendo dois deles na capital paulista, de brasileiros que vivem na África do Sul e chegaram ao país para visitar familiares.

“O município de São Paulo, nós já alcançamos 95% da população com mais de 12 anos com a segunda dose da vacina e 18%, 19% da população já com a terceira dose. Tivemos o surgimento de uma nova variante, hoje já constatada sua presença em cerca de 20 países, em São Paulo um viajante da cidade de Guarulhos e dois da capital. Não são residentes da capital, moram e trabalham na África do Sul, estavam visitando parentes, e fizeram na chegada o exame de covid-19, constatou-se a covid e, com o sequenciamento feito, constatou-se a variante.”

O secretário garantiu que estão sendo estudadas medidas para conter o avanço da variante. O grande exemplo foi o combate à Delta, que teve sucesso na capital paulista. “

No município, estamos estudando uma série de medidas, ao lado da que já usamos para a variante delta, aonde os resultados são extremamente positivos, como o processo de rastreamento da população que teve contato com as pessoas que tiveram a variante, monitoramento clínico das pessoas que tiveram essa variante, quarentena, que nós pudemos estabelecer com os familiares de todas as pessoas que tiveram o exame constatado de forma positiva e, obviamente, o processo de vacinação em massa, que na capital de São Paulo foi extremamente exitoso. Nós tivemos aqui rapidamente 100% da população adulta vacinada com a primeira dose, depois com a segunda dose.”

Edson Aparecido revelou que a cidade pediu ao Ministério da Saúde a implementação do passaporte vacinal para que estrangeiros entrem no Brasil. “Nenhum brasileiro entra em outro país se não comprovar que está vacinado, uma medida absolutamente necessária e urgente”, opinou.

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