Cidade Integrada terá R$ 500 milhões, diz Castro

·2 min de leitura

RIO — Passados três dias da operação policial que marcou o lançamento do programa Cidade Integrada, o governador Cláudio Castro visitou ontem o Jacarezinho, na Zona Norte do Rio, e se encontrou com o prefeito Eduardo Paes para discutir planos que poderão ser levados à favela e às outras comunidades escolhidas, a Muzema, a Tijuquinha e o Morro do Banco, na Zona Oeste. Alvo de críticas devido à falta de informações sobre o novo projeto, ele antecipou que estão previstos investimentos de R$ 500 milhões.

Detalhes das ações que o estado planeja implementar deverão ser divulgados hoje no Palácio Guanabara. Castro prometeu especificar as fontes dos recursos, mas adiantou que, em entrevista ao “RJ TV 2”, da Rede Globo, que não haverá estouro do orçamento deste ano.

— O dinheiro, na verdade, está dentro de cada secretaria. Todas já tinham ações previstas, de pavimentação, esportes, lazer, saúde, de educação... Só vai ser remanejado para as localidades — argumentou o governador.

Durante uma reunião com moradores na quadra da Unidos do Jacarezinho, Castro prometeu que todos começarão a ver melhorias já a partir da próxima segunda-feira. Segundo ele, as primeiras ações incluirão limpeza de rios e canais no interior da favela e a abertura de quatro núcleos para a prática de esportes.

— Foi estranho ter o governador por aqui, se bem que foi muito rápido. Não sei se deu para ele ver todas as necessidades da comunidade — comentou a recepcionista Giovanna Medeiros, trazendo na ponta da língua o próprio pedido: — Ele podia dar um gás nas creches, colocar uma escola em tempo integral. Garanto que são as coisas que as mães trabalhadoras mais precisam.

Entre as iniciativas previstas para o Jacarezinho está a construção de centros de capacitação profissional, além de espaços de convivência para idosos. O governo também promete manter diálogo aberto com moradores por meio da criação de conselhos comunitários e deverá disponibilizar uma linha de crédito de R$ 30 milhões para viabilizar o empreendedorismo na comunidade.

Em relação à segurança, a ideia do governo é inaugurar um batalhão da PM na favela da Zona Norte com um efetivo de 400 homens, oriundos de Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs) da região. O estado também planeja instalar 22 câmeras de reconhecimento facial, capazes de registrar imagens em ambientes escuros. Os equipamentos já estão sendo comprados.

— Mas não é um programa de segurança pública. O Cidade Integrada é a retomada de territórios para aqueles que vivem aqui. O espaço não é da polícia, do tráfico ou da milícia — disse Castro.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos