Cidade do Rio confirma primeiro caso da varíola dos macacos no município

A Secretaria municipal de Saúde do Rio confirmou, nesta quarta-feira (15) o primeiro caso da varíola dos macacos (monkeypox) na capital. Este é o primeiro caso no estado do Rio de Janeiro, e o quarto do Brasil, como adiantou a coluna do jornalista Lauro Jardim.

De acordo com a pasta, o caso é de um homem brasileiro, de 38 anos, residente em Londres, que chegou ao Brasil no último sábado, dia 11. Ele procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (INI/Fiocruz) no dia seguinte, domingo (12). As amostras clínicas colhidas foram encaminhadas para o Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF) da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). O resultado positivo para a doença foi liberado nesta terça-feira (14).

Segundo a SMS, o homem está com sintomas leves, segue em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio). Todos os cinco contactantes estão em investigação para orientações e monitoramento. Em nota, a secretaria de saúde destaca que a "SVS-Rio está monitorando o cenário epidemiológico nacional e internacional mantendo as unidades de saúde informadas e orientadas para vigilância, alerta e resposta a eventos de saúde pública". A pasta ainda mantém vigilância ativa para acompanhar possíveis casos na cidade do Rio,

De modo diferente da que foi eliminada pelas vacinas em 1980 -- que infectava apenas humanos --, a varíola atual provocada pelo vírus monkeypox é uma zoonose silvestre, ou seja, uma doença que passa de animais, majoritariamente roedores, para pessoas.

A transmissão, portanto, costumava ser predominantemente pelo contato com esses animais portadores do patógeno, uma realidade diferente da que países vivem no surto atual, com contágio entre humanos. Porém, essa forma de disseminação entre pessoas, embora rara, já era conhecida. Ela acontece principalmente por contato com as lesões causadas na pele, como bolhas, e pelos fluidos corporais. São sintomas da doença: febre, dor de cabeça, dores musculares e erupções na pele (lesões) como bolhas que começam no rosto e se espalham para o resto do corpo, principalmente as mãos e os pés. A doença costuma apresentar um quadro leve, e as manifestações desaparecem sozinhas dentro de duas a três semanas.

Em caso de sintomas, os especialistas orientam a busca pelo serviço médico o mais rápido possível, assim como na situação de contato com pessoas sintomáticas. O período de incubação do vírus é longo, geralmente de 6 a 13 dias, mas podendo variar de 5 a 21 dias, segundo a OMS, o que pode levar a uma demora para o surgimento dos sinais.

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