Cidade do Rio de Janeiro registra 1º caso da varíola dos macacos

SÃO PAULO, SP (UOL/FOLHAPRESS) - A cidade do Rio de Janeiro registrou o primeiro caso confirmado da varíola dos macacos, informou a Secretaria Municipal de Saúde nesta quarta-feira (15).

O paciente é um homem de 38 anos, morador de Londres, capital do Reino Unido, que chegou ao Brasil no último sábado (11). Ele procurou atendimento médico no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas no domingo (12).

Após testes no Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho, o diagnóstico foi confirmado na terça (14).

"Ele está com sintomas leves, em isolamento domiciliar e sob o monitoramento da Superintendência de Vigilância em Saúde (SVS-Rio). Todos os seus cinco contactantes estão em investigação para orientações e monitoramento", disse a secretaria em nota.

Até terça, o Ministério da Saúde confirmava três casos da doença no Brasil —dois em São Paulo, sendo um no interior do estado e outro na capital, e um em Porto Alegre (RS).

SUSPEITAS

No sábado (11), a Secretaria da Saúde de Minas Gerais informou que foi notificada a morte de uma pessoa por suspeita de varíola dos macacos. Não foram informados detalhes de idade e sexo do paciente, que residia em Uberlândia e trabalhava em Araguari, ambas no Triângulo Mineiro, de acordo com o governo.

Também no sábado, o Maranhão notificou o primeiro caso suspeito no estado. A Secretaria de Estado da Saúde informou que o Laboratório Central de Saúde Pública do Maranhão iniciou a análise das amostras. O paciente é um homem de 30 anos, residente em São Luís, internado no último dia 8 de junho na rede pública municipal.

No país também há casos suspeitos em Pacatuba (CE), Blumenau (SC), Dionísio Cerqueira (SC), e Rio Crespo (RO), onde há duas suspeitas.

Uma suspeita na cidade de Macaé (RJ) foi descartada na terça (14), bem como outro paciente acompanhado em Mato Grosso do Sul.

CONTAMINAÇÃO

A varíola dos macacos é uma doença viral rara transmitida pelo contato próximo/íntimo com uma pessoa infectada e com lesões de pele. Esse contato pode ser exemplo pelo abraço, beijo, massagens, relações sexuais ou secreções respiratórias próximos e por tempo prolongado.

"A transmissão também ocorre por contato com objetos, tecidos (roupas, roupas de cama ou toalhas) e superfícies que foram utilizadas pelo doente. Não há tratamento específico, mas de forma geral os quadros clínicos são leves e requerem cuidado e observação das lesões", informou o governo de São Paulo, em nota.

PREVENÇÃO

Evitar contato próximo/íntimo com a pessoa doente até que todas as feridas tenham cicatrizado;

Evitar o contato com qualquer material, como roupas de cama, que tenha sido utilizado pela pessoa doente;

Higienização das mãos, lavando-as com água e sabão e/ou uso de álcool gel.

SINTOMAS

Os primeiros sintomas podem ser febre, dor de cabeça, dores musculares e nas costas, linfonodos inchados, calafrios ou cansaço. De um a três dias após o início desses sintomas, as pessoas desenvolvem lesões de pele que podem estar localizadas em mãos, boca, pés, peito, rosto e ou regiões genitais.

A varíola dos macacos pode ser letal, mas o risco é baixo. Existem dois grupos distintos do vírus da doença circulando no mundo, agrupados com base em suas características genéticas: um predominantemente em países da África Central —com taxa de fatalidade de cerca de 10%—, e outro circulando na África Ocidental, com taxa bem menor, de 1%.

A vigilância genômica ainda incipiente mostra que o vírus em circulação fora do continente africano é o menos letal.

Complicações podem ocorrer, principalmente infecções bacterianas secundárias da pele ou dos pulmões, que podem evoluir para sepse e morte ou disseminação do vírus para o sistema nervoso central, gerando um quadro de inflamação cerebral grave chamado encefalite, que pode ter sequelas sérias ou levar ao óbito.

Além disso, como toda doença viral aguda, a depender do estado imunológico do paciente e das condições e acesso à assistência médica adequada, alguns casos podem levar à morte.

VACINA

Estudos apontam que a vacinação prévia contra varíola pode ser eficaz contra a varíola de macacos em até 85%. Isso porque ambos os vírus pertencem à mesma família e, portanto, existe um grau de proteção cruzada devido à homologia genética entre eles.

Entretanto, como a varíola humana foi erradicada há mais de 40 anos, atualmente não há vacinas disponíveis para o público em geral.

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