Cidade do Rio não tem recursos para pagar salário de setembro de servidores, diz prefeito

RIO DE JANEIRO (Reuters) - A cidade do Rio de Janeiro enfrenta a maior crise econômica dos últimos 30 anos e não tem recursos para pagar o salário dos servidores a partir de setembro, afirmou nesta terça-feira o prefeito Marcelo Crivella (PRB).

Para enfrentar a situação, Crivella afirmou que já pensa em fazer uma reforma na Previdência local, renegociar dívidas com bancos federais e reduzir a isenção de impostos municipais.

"Para setembro não há mais caixa e condições de pagar salários. A prefeitura vive uma crise imensa em decorrência de administração temerária ... e a atividade econômica também está muito fraca", afirmou Crivella a jornalistas.

"É claro que preciso renegociar nossa dívida com a Caixa Econômica e com o BNDES de quase 1 bilhão de reais. Espero uma resposta deles no mês de maio para não atrasar salários", acrescentou.

Segundo Crivella, a ideia da reforma previdenciária municipal é taxar inativos que ganhem acima de 5,5 mil reais, com uma alíquota de 11 por cento sobre o valor acima desse montante.

A medida atingiria cerca de 10 por cento dos servidores municipais inativos. A previdência municipal deve ter um déficit de cerca de 3 bilhões de reais este ano.

O Estado do Rio de Janeiro está em calamidade financeira desde o ano passado. O governo do Rio de Janeiro aposta na aprovação no Congresso Nacional do projeto de recuperação fiscal dos Estados para minimizar a crise estadual que atinge as áreas de saúde, educação e segurança pública, entre outras.

(Por Rodrigo Viga Gaier)