Cidade de SP vai vacinar crianças de 3 e 4 anos com comorbidades a partir de quarta (20)

*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco da vacina Coronavac, exibida em UBS na zona norte de São Paulo.  (Foto: Karime Xavier/Folhapress)
*Arquivo* SÃO PAULO, SP, 23.06.2021 - Frasco da vacina Coronavac, exibida em UBS na zona norte de São Paulo. (Foto: Karime Xavier/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - A Prefeitura de São Paulo inicia na quarta-feira (20) a vacinação de crianças de 3 e 4 anos com comorbidades, deficiência ou indígenas contra a Covid-19. O público estimado é de cerca de 15 mil crianças.

Na sexta-feira (15), o Ministério da Saúde recomendou a aplicação do imunizante Coronavac nessa faixa etária.

Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), a vacinação não começará para o público geral dessa faixa etária porque a cidade não tem estoque suficiente de doses.

Para que as crianças de 3 e 4 anos possam receber a vacinação, os responsáveis precisam apresentar documento de identificação delas e um comprovante da condição de risco, como receitas ou relatórios, com a identificação do paciente, número do CRM (Conselho Regional de Medicina) com carimbo do médico e na validade de dois anos de emissão.

O uso emergencial da vacina nessa faixa etária foi aprovado de forma unânime pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) na quarta-feira (13), sem restrições.

O esquema vacinal indicado para a vacinação infantil é igual ao do restante da população: mesma dosagem e intervalo de 28 dias entre a primeira e a segunda dose.

A recomendação da CTAI sobre o uso da Coronavac na faixa etária de 3 a 5 anos já era esperada. Como mostrou a Folha, a câmara técnica já tinha recomendado a vacinação de crianças com qualquer vacina aprovada pela Anvisa.

Quando recomendou a vacinação das crianças dessa idade, o Ministério da Saúde orientou estados e municípios a utilizarem as doses em estoque e afirmou que está negociando a compra de mais unidades.

Após a decisão da Anvisa, o secretário de estado da Saúde de São Paulo, Jean Gorinchteyn, afirmou à Folha que o Butantan vai importar as doses da China. Segundo ele, a partir da encomenda das vacinas pelo Ministério da Saúde ao instituto, a estimativa de entrega no Brasil é de 45 dias.

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