Cidades do ABC paulista vão manter obrigatoriedade do uso de máscaras até o fim do ano

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***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 17-09-2021: (HOME GENÉRICA DIGITAL): Máscara. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)
***ARQUIVO***São Paulo, SP, Brasil, 17-09-2021: (HOME GENÉRICA DIGITAL): Máscara. (foto Gabriel Cabral/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Mesmo com a flexibilização do uso das máscaras em ambientes abertos a partir do dia 11 de dezembro no estado de São Paulo anunciada pelo governador João Doria (PSDB), seis de sete cidades do ABC paulista - Santo André, São Bernardo do Campo, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra - optaram por manter a obrigatoriedade da proteção até o dia 31 de dezembro deste ano.

A decisão, tomada no início de novembro, foi confirmada por Paulo Serra (PSDB), presidente do Consórcio Intermunicipal Grande ABC e prefeito de Santo André.

"Os argumentos que pesaram para a gente tomar essa ação se mantêm por enquanto. Não há que se falar em flexibilização de máscaras ainda", diz Paulo Serra à reportagem.

Apenas São Caetano optou por seguir a decisão estadual, que não obrigará o uso de máscaras em espaços abertos a partir do dia 11 de dezembro, mas manterá a necessidade do uso da proteção em áreas internas, estações e centrais de transporte público do estado de São Paulo.

"São Caetano acabou mudando de posição. Discordo, mas respeito a decisão. A cidade vai sair, o que é ruim, pois sempre tentamos fazer decisões uniformes entre as cidades", afirma Serra.

"São Caetano estava, inclusive, na reunião que decidiu a manutenção até dezembro. Votou pela manutenção independentemente de qualquer decreto estadual, mas resolveu mudar de posição", completa o presidente do consórcio.

Representantes das sete cidades do ABC voltarão a se reunir em assembleia no próximo dia 7 de dezembro e o tema estará na pauta, assim como o Carnaval.

"Com o decreto estadual, apesar de as cidades terem manifestado a posição, a gente vai sim discutir esse assunto. Vamos também incluir a questão do Carnaval", diz Paulo Serra.

Na reunião no início do mês, as sete cidades, por unanimidade, optaram por manter a obrigatoriedade do uso de máscaras, inclusive em locais abertos, até ao menos o dia 31 de dezembro deste ano, independente de uma mudança do Governo de SP. A decisão voltaria a ser avaliada na primeira reunião dos municípios em 2022, no mês de janeiro.

Na época, pesou na decisão a preocupação de manter os números controlados da pandemia de Covid-19 e o aumento da circulação de pessoas por causa das festas de fim de ano. O uso das máscaras é obrigatório no estado desde maio do ano passado.

Em setembro passado, seis de sete cidades do ABC não acompanharam o governo estadual e optaram por manter restrições de horário e público em estabelecimentos comerciais por mais tempo. Por unanimidade, os prefeitos da região do ABC também decidiram não adotar o passaporte da vacina para permitir que apenas pessoas imunizadas contra a Covid-19 possam ter acesso a ambientes fechados.

Para haver a flexibilização estadual, o governo estadual havia colocado como meta atingir 75% da população do estado vacinada, menos de 1.100 novos casos registrados por dia e estar abaixo de 300 internações diárias. Além disso, será preciso ter, no máximo, 50 óbitos diários.

A porcentagem atual da população com o esquema vacinal completo é de 74,12%, enquanto a média móvel diária de novos casos é de 1.289, a de internações é de 318, e a de mortes é de aproximadamente 61.

De acordo com o governo do estado, São Paulo deve alcançar até esta quinta-feira (25) a marca de 75%. Até 30 de novembro, a expectativa é que sejam ultrapassados os 80%.

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