Cidades perderam todas as vacinas e medicamentos com enchentes na Bahia; ‘É a tempestade perfeita’, diz Rui Costa

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BRASÍLIA — O governador da Bahia, Rui Costa, disse nestaterça-feira que algumas cidades do estado perderam com a enchentetodo o estoque de medicamentos e vacinas. Segundo o governador, há“milhares de pessoas desesperadas” porque perderam tudo,classificando a situação no estado como uma “tempestadeperfeita”.

Costa afirmou que oestado está reforçando o abastecimento de medicamentos para cidadescomo Jucuruçu e Tororó, além de outras localidades, onde assecretarias municipais de saúde e depósitos de medicamentos ficaramalagados.

— É a tempestadeperfeita. Nós temos um desastre natural e temos duas pandemiasacontecendo ao mesmo tempo, a pandemia do coronavírus e essa dovírus da gripe que tem assolado o país inteiro e também a Bahia.E, por isso, é fundamental a atenção e atenção dos médicos — afirmou Costa em entrevista coletiva em Ilhéus, transmitida em redessociais.

Citando não sermédico e nem especialista, o governador disse não saber sobre todasas endemias provocadas pelas enchentes, mas citou a doençaprovocada pelo “xixi do rato”, a leptospirose, que é comum emenchentes. Ainda de acordo com o governador, há um esforço dogoverno para repor os medicamentos e garantir o atendimento médico.Ele disse também contar com a ação de voluntários para darassistência à população.

Para o governador, oano de 2022 será de reconstrução. Ele destacou ser necessárioelencar prioridades, sendo fundamental em um primeiro momento“refinar os números”. O governo estadual já decidiu que haveráum auxílio financeiro para as famílias atingidas pelas enchentes,mas o valor ainda será definido. O benefício vai ser executadodentro do programa Estado Solidário.

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Rui Costa ressaltoutambém não ser possível ainda estipular quando as estradas serãorecuperadas, justificando que é preciso avaliar a extensão dosprejuízos.

— A Bahia estádevastada e ainda não é possível estipular quando as estradas vãoser recuperadas — disse, destacando também que a recuperação agora é provisória.

Na entrevista, ogovernador evitou criticar o presidente Bolsonaro que em meio àtragédia na Bahia viajou para Santa Catarina, onde deve passar oAno Novo. Até o momento, foram contabilizadas 471 pessoas atingidaspelos temporais e ao menos 20 mortos.

— Prefiro nestemomento evitar polêmicas no âmbito da política e me concentrar notrabalho. Deus e o povo brasileiro saberá analisar a conduta decada brasileiro, de cada pessoa – disse Costa, completando: - Eu não posso perder o foco do meu trabalho porque tem milhares depessoas desesperadas nesse momento se perguntando como vão recomeçarsuas vidas. Então é nesse desespero que a gente não pode abrirbrecha, abrir janela pra qualquer debate da política.

O governadorinformou ainda que não há previsão para o restabelecimento deserviços de água e luz em algumas cidades.

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