Cientista política da UFRJ revela bastidores da indústria do K-pop em livro

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Como surgem os idols do K-pop? A cientista política Dunia Schabib Hany, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esclarece a dúvida no livro "K-pop — A fantástica fábrica de ídolos", lançado no fim do ano passado. Além de falar da vida dos artistas da indústria cultural sul-coreana, a acadêmica explica como o fenômeno musical asiático vem dominando as paradas digitais ao redor do mundo nos últimos anos.

— O maior desafio deste livro foi conciliar minha visão de fã com o rigor científico e deixá-lo atrativo tanto para fãs quanto para pessoas que não conhecem o K-pop — explica Dúbia Hany, também acadêmica de Filosofia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

Fã de K-pop há dez anos, Dubia esclarece que o gênero musical a qual pertencem grupos como BTS e Blackpink surgiu despretensiosamente na década de 1990, a fim de incluir influências estrangeiras na música da Coreia do Sul. O que não se esperava, entretanto, era que o K-pop se tornaria num fenômeno extremamente rentável, porém cruel com os artistas que fazem parte dela.

— Apesar da fama, os idols aparecem mais como mercadorias utilizadas até seu esgotamento e descarte, em um processo de mais-valia virtual que os reduz a objetos controlados constantemente em suas vidas públicas e particulares por megaempresários — explica a cientista política sobre os ídolos sul-coreanos, comentando ainda do interesse do governo da Coreia do Sul em divulgar o K-pop para o mundo: — O K-pop não é apenas sobre canções, mas também sobre estilos de vida, moda, comportamento, ideologia e tudo que está ligado ao bilionário mercado cultural internacional. E ele ainda recebe apoio estatal, ainda que não financeiro, que busca vender ao mundo a imagem da Coreia do Sul como um país com pessoas bonitas, rico, moderno e sofisticado.

''K-pop — A fantástica fábrica de ídolos''

Editora Appris

171 páginas

R$ 46 (versão impressa) e R$ 20 (e-book)