Chile pode ter novo teste de coronavírus que fica pronto em três segundos

Anita Efraim
·2 minuto de leitura
A medical staff wearing protective clothing puts a swab into a container during  demonstration of the polymerase chain reaction (PCR) swab test for the COVID-19 coronavirus in Tokyo on May 8, 2020. (Photo by Philip FONG / AFP) (Photo by PHILIP FONG/AFP via Getty Images)
Pesquisadores chilenos já estão em contato com a Organização Panamericana de Saúde para tentar aprovar o novo exame (Foto: Philip Fong/AFP via Getty Images)

Cientistas chilenos estão perto de criar um novo teste para detectar a presença do coronavírus em pessoas. A ideia é que o mecanismo seja mais rápido e mais barato que os que estão disponíveis atualmente.

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Um dos responsáveis pela pesquisa, o químico Leonardo Santos, da Universidade de Talca, no Chile, afirma que o exame pretende detectar proteínas do vírus e da resposta autoimune do paciente na mesma mostra. “O PCR mostra os marcadores genéticos, a expressão do DNA do vírus na amostra”, explicou o cientista ao canal Chilevisión. Além de Santos, a professora Fabiane Manke, da Universidade Autônoma, é uma das responsáveis pela pesquisa.

O novo teste se baseia em uma amostra retirada da região do nariz e da garganta. Segundo o químico, são precisos apenas 3 segundos para identificar as proteínas presentes na amostragem. Dessa forma, em oito horas, poderiam ser feitos 800 testes.

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O valor do novo exame seria muito menos do que de um PCR. Enquanto o exame usado atualmente custa cerca de R$ 140 reais, a novidade teria valor R$ 6.

Outra vantagem é a confiabilidade do teste: a chance de estar certo é de 93%, enquanto os testes rápidos que estão no mercado têm 50% de chance de serem “falsos positivos”.

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Segundo informações do canal Chilevisión, o grupo responsável pela pesquisa fez uma conferência com a Organização Panamericana de Saúde, que concordou em validar a nova técnica com a equipe nos próximos dias.

Santos afirmou que testes serão usados no Peru e na Argentina. “Na próxima semana teremos ao menos 400 amostras para validar nossa técnica e garantir o grau de confiança que conseguimos com nossos estudos até agora”, explicou.

Uma vez que o novo exame for aprovado, será implementado massivamente nos hospitais chilenos.