Cientistas criam útero artificial para ajudar bebês prematuros

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cientistas nos EUA desenvolveram uma espécie de útero artificial que, no futuro, poderá ajudar no tratamento de bebês que nascem extremamente prematuros, aumentando suas chances de sobrevivência.

Os pesquisadores conseguiram simular o ambiente do útero e as funções da placenta em testes com seis cordeiros, dando aos bichos prematuros uma oportunidade crucial de desenvolver os pulmões e outros órgãos. Os resultados foram publicados nesta terça-feira (25) na revista científica "Nature Communications".

Minutos após nascer, os animais foram colocados em uma bolsa preenchida com fluido que tenta imitar o líquido amniótico, e seu cordão umbilical foi conectado a uma máquina que remove CO2 e adiciona oxigênio ao sangue. Não há bombas mecânicas - é o coração do feto que mantém as coisas em movimento.

Nos EUA, cerca de 30 mil bebês nascem prematuros em estado crítico, entre 23 e 26 semanas de gestação. Nesse período, um bebê pesa um pouco mais do que 500 g, seus pulmões ainda não conseguem lidar com o ar e suas chances de sobrevivência são mínimas. A taxa de morte é de até 70%, e aqueles que sobrevivem enfrentam deficiências por toda a vida.

A ideia é que os bebês fiquem nesse "útero" até completarem 28 semanas, quando suas chances de sobrevivência crescem muito.