Cientistas criam bateria mais eficiente à base de garrafas de vidro

Foto: Pixabay/Unsplash

Pesquisadores da Universidade da Califórnia encontraram uma forma barata e sustentável de aumentar o desempenho de baterias de íon de lítio, muito usada em computadores e celulares: garrafas de vidro.

Todos os anos, bilhões de garrafas acabam em aterros, o que levou os cientistas a se perguntarem se do quartzo presente nelas não seria possível extrair dióxido de silício puro para fornecer nanopartículas de silício de alta pureza para as baterias.

Os anôdos de silício, lado negativo da bateria, são capazes de armazenar até 10 vezes mais energia do que os de grafite, normalmente usados hoje. O problema é que a expansão e o encolhimento durante a carga e a descarga tornavam-os instáveis.

Os cientistas, então, apostaram na redução do silício para a nanoescala por meio de uma reação química de baixo custo, o que se mostrou eficaz para reduzir o problema, e aumentou em quatro vezes a eficiência em relação aos de grafite.

Como esperado, as baterias feitas usando os ânodos de silício à base de garrafas de vidro superaram em muito as baterias tradicionais em testes laboratoriais.

“Começamos com um produto que tinha o lixo como destino e criamos baterias que armazenam mais energia, são carregadas com mais facilidade e mais estáveis do que as comercializadas”, disse Changling Li, um dos autores do estudo, publicado no Scientific Research.

O grupo conduz uma série de estudos para criar baterias de íon de lítio usando materiais materiais sustentáveis. Alem de garrafas de vidro, eles já fizeram testes com cogumelos e solo fossilizado.