Cientistas criam computador que tem a inteligência de um bebê

Inteligência artificial consegue simular o raciocínio de um bebê
Inteligência artificial consegue simular o raciocínio de um bebê
  • Bebês são surpreendentemente bons em compreender coisas do senso comum humano;

  • Desenvolvimento de inteligências artificiais se beneficiará do projeto;

  • IA pode nos ajudar a entender como funciona a mente humana.

O desejo de reproduzir o pensamento humano dentro de uma máquina sempre motivou vários cientistas ao longo da história, desde escritos de ficção científica à Máquina de Turing, pesquisas com inteligência artificial e machine learning, pesquisadores parecem estar cada vez mais próximos de realizar tal façanha com um novo feito: uma inteligência artificial que é capaz de pensar e aprender como um bebê.

O sistema é capaz de compreender as regras básicas do senso comum assim como os humanos, afirmam os pesquisadores. O desenvolvimento da tecnologia pode não só ajudar nas pesquisas de inteligência artificial (IA), mas também a entender como funciona a mente humana.

De acordo com os cientistas, as mentes infantis são um grande objeto de estudo por sua capacidade de aprender as coisas facilmente, e de uma maneira que permanece um mistério. Uma das principais capacidades que foi analisada na pesquisa foi a "física intuitiva", isto é, o conhecimento que temos sobre como as coisas interagem que nos chegam desde cedo.

Os humanos sabem, por exemplo, que uma bola cairá no chão se a pessoa que a segura cair, e percebem isso em uma idade muito jovem, mas ainda não está claro como exatamente esse processo mental acontece.

Por outro lado, sistemas de inteligência artificial têm apresentado grandes dificuldades com esses conceitos. Até mesmo os computadores mais avançados são incapazes de entender essas regras da mesma maneira que uma criança de três meses.

Mas agora os cientistas parecem ter conseguido desvendar o mistério, ao menos para as máquinas. O sistema de aprendizado profundo, chamado de PLATO, se mostrou capaz de aprender esse e uma outra série de conceitos físicos diferentes, como bolas caindo no chão, rolando e quicando.

Para testá-lo, foram exibidos vídeos que demonstravam cenas impossíveis, em que a física não fazia sentido. Os sistema, ao invés de encarar o vídeo como uma verdade, demonstrou seu tipo próprio de surpresa, assim como os bebês.

As descobertas dos cientistas foram divulgadas em dois artigos científicos “Aprendizagem de física intuitiva em um modelo de aprendizado profundo inspirado na psicologia do desenvolvimento” e “Pode um computador pensar como um bebê?”, publicados na Nature Human Behaviour.

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