Cientistas descobrem drogas capazes de reter avanço de neurodegeneração

Foto: Reprodução/Universidade de Cambridge

Uma equipe de cientistas encontrou duas drogas capazes de prevenir a neurodegeneração, o que no futuro pode significar um avanço no tratamento de doenças como o Alzheimer e o Parkinson.

Em experimentos com ratos, as drogas causaram efeitos colaterais mínimos e a expectativa é de que os testes em humanos levem entre dois e três anos. Os resultados da pesquisa foram publicados no periódico “Brain”.

Ao longo dos últimos a pesquisadora Giovanna Malluci, que agora está sediada na Universidade de Cambridge, testou 1.040 compostos com sua equipe.  Com isso, foram identificadas duas drogas capazes de restaurar a produção de proteínas vitais: o cloridrato de trazodona, medicamento antidepressivo, e o dibenzoilmetano, que está sendo testado para o tratamento de câncer.

Nos testes com camundongos, as duas drogas preveniram o surgimento de danos às células cerebrais e restauraram a memória de animais, além de reduzirem o encolhimento do cérebro, uma das características das doenças neurodegenerativas.

“A trazodona tem sido usada para tratar os sintomas dos pacientes em estágios avançados de demência. Por isso, sabemos que é segura para este grupo. Agora precisamos descobrir se o medicamento poderia ajudar a deter ou retardar a doença numa fase inicial”, explicou Malluci.