Cientistas fazem renúncia coletiva de medalha entregue por Bolsonaro

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***ARQUIVO***BRASILIA, DF,  BRASIL,  15-09-2021,O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão, participa de cerimônia de anúncio de avanços no programa Casa Verde Amarela, de habitação popular. No palácio do planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASILIA, DF, BRASIL, 15-09-2021,O presidente Jair Bolsonaro, acompanhado do vice presidente Hamilton Mourão, participa de cerimônia de anúncio de avanços no programa Casa Verde Amarela, de habitação popular. No palácio do planalto. (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Cientistas com condecorações da Ordem Nacional do Mérito Científico fizeram uma renúncia coletiva da medalha entregue pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O gesto foi motivado pela exclusão de dois cientistas da lista de agraciados que haviam sido alvos de apoiadores do governo federal.

Mais de 20 cientistas assinaram a carta em apoio a Marcus Vinícius Guimarães Lacerda, pesquisador da Fiocruz, e Adele Schwartz Benzaken, diretora da Fiocruz Amazônia.

Nesta sexta-feira (5), em decreto publicado em edição extra do Diário Oficial da União, Bolsonaro anulou a admissão dos pesquisadores na classe de "comendador" por conhecimentos sobre ciências da saúde.

"Enquanto cientistas, não compactuamos com a forma pela qual o negacionismo em geral, as perseguições a colegas cientistas e os recentes cortes nos orçamentos federais para a ciência e tecnologia têm sido utilizados como ferramentas para fazer retroceder os importantes progressos alcançados pela comunidade cientifica brasileira nas últimas décadas", diz o documento.

Antes disso, o epidemiologista Cesar Vitora já havia recusado o título de grão-cruz da ordem concedido pelo governo federal na última quarta-feira (3). Segundo carta-aberta escrita pelo médico, mesmo que seja um grande "reconhecimento para qualquer cientista brasileiro", o deixou dividido por ter sido feito por uma gestão que "não apenas ignora, mas ativamente boicota as recomendações da epidemiologia e da saúde coletiva".

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