Cientistas mapeiam código genético da água-viva que envelhece 'ao contrário

O organismo se prende ao fundo do mar como um pólipo e tenta se manter vivo (Getty Image)
O organismo se prende ao fundo do mar como um pólipo e tenta se manter vivo (Getty Image)
  • Pesquisadores descobriram uma espécie de água-viva que pode escapar da morte

  • Essa espécie pode reverter o processo de envelhecimento mesmo depois de amadurecer

  • Os resultados do estudo podem nos ajudar a entender os mecanismos do envelhecimento

Cientistas mapearam com sucesso o genoma de uma espécie de água-viva que pode escapar da morte ao retornar a um estado juvenil após atingir a idade adulta. A descoberta foi publicada na revista Proceedings of the National Academy of Sciences.

Com o estudo, os cientistas esperam encontrar pistas para entender o envelhecimento humano e as condições de saúde que enfrentamos à medida que ficamos mais velhos.

Na prática, a T. dohrnii, apelidada de água-viva imortal, passa por um ciclo de vida como outras espécies semelhantes. Em um desses estágios, o organismo se prende ao fundo do mar como um pólipo e tenta se manter vivo.

Nas condições são adequadas, os animais aquáticos podem se reproduzir assexuadamente. Nesse processo, clonam a si mesmos e se transformam em novas águas-vivas.

Elas também podem começar a se reproduzir sexualmente liberando esperma e óvulos na água. Depois sesta fase, a água-viva típica acabaria por morrer. Contudo, essa espécie pode reverter o processo de envelhecimento mesmo depois de amadurecer até a idade adulta, retornando a um pólipo no fundo do mar, como se estivessem amadurecendo ao contrário.

“É um erro pensar que teremos imortalidade como esta água-viva, porque não somos águas-vivas”, disse bióloga marinha Maria Pascual Torner, principal autora do estudo ao jornal The Wall Street Journal. No entanto, os resultados do estudo conduzido na Europa podem nos ajudar a entender os mecanismos do envelhecimento em geral, defende a pesquisadora.