Cientistas pedem medidas urgentes para evitar fogos

Os incêndios florestais são cada vez mais frequentes na Europa. Começam cada vez mais cedo, a cada ano que passa, são cada vez maiores e mais difíceis de controlar, como se viu, nos últimos dias em Portugal, Espanha e França.

Uma situação que se agrava com os efeitos das alterações climáticas, que são cada vez mais intensos, e pelo despovoamento das zonas rurais, como reflete o diretor do Centro Global de Monitorização de Incêndios, Johann Goldammer:

"Há meio século ou mais, os incêndios florestais não tinham tanto combustível disponível. Porque é que estas paisagens estão a mudar? Por causa do êxodo rural. As novas gerações estão a abandonar o campo. Estão a ir para as cidades, estão a urbanizar-se e as aldeias estão a envelhecer. Os idosos já não podem cultivar terra, não tão intensamente como antes".

As ondas de calor e as secas são cada vez mais intensas e os cientistas acreditam que a situação possa piorar nos próximos anos e que são precisas medidas urgentes

"Temos de redesenhar as nossas florestas e de as preparar para enfrentar o stress climático e o fogo. Há espécies de árvores, em partes do mundo, que têm vindo a lidar com estas situações extremas. Devemos olhar para estas espécies que têm vindo a crescer ao longo de períodos evolutivos com condições de pressão climática", diz Goldammer.

De acordo com dados da União Europeia, os incêndios nas zonas rurais, no seio do bloco, triplicaram este ano com quase 450.000 hectares a arderem desde 01 de janeiro até 16 de julho, em comparação com uma média de 110.000 hectares, nos mesmos meses, no período entre 2006 e 2021.

Nessa mesma data, os 27 tinha testemunharam quase 1.900 incêndios florestais, em comparação com uma média de 470 para o período 2006-2021.

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