Cientistas pleiteiam a nomeação de Soraya Smaili para a presidência do CNPq

***ARQUIVO***SÃO PAULO,SP, 08.06.2017 - Retrato da Farmacologista e ex-reitora da Unifesp Soraya Smaili. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO,SP, 08.06.2017 - Retrato da Farmacologista e ex-reitora da Unifesp Soraya Smaili. (Foto: Zanone Fraissat/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Um grupo de cientistas, ex-reitores, conselheiros da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), profissionais da saúde e coletivos da USP e da Unifesp pleiteia a nomeação da farmacologista e ex-reitora Soraya Smaili para a presidência do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Ela poderia ser a primeira mulher a chefiar a instituição.

Smaili foi reitora da Unifesp por dois mandatos e participou de pesquisas sobre a Covid-19 durante a pandemia. Ela ainda é especialista em neurociência e coordena o centro de estudos multidisciplinar Sou_Ciência, sediado na universidade paulista.

Entre os que endossam o seu nome estão o conselheiro da SBPC Samuel Goldenberg, o pesquisador emérito da Fiocruz Renato Cordeiro, a ex-reitora da UFMG Ana Lucia Gazzola, a epidemiologista Gulnar Azevedo e os pesquisadores Carlos Frederico Martins Menck e Aldo Zarbin.

O CNPq é responsável pelo fomento da produção científica no país, com financiamento a projetos e a pesquisadores.

Durante o período de transição de governo neste ano, o relatório do setorial de Ciência e Tecnologia do gabinete de transição de Lula (PT) estudou um reajuste de 40% nas bolsas para pesquisa e estudo concedidas pelo órgão.

Os valores, segundo integrantes do grupo de trabalho, não são reajustados desde 2013 e são insuficientes para cobrir as despesas dos pesquisadores.

De acordo com o CNPq, uma bolsa de doutorado no Brasil é de R$ 2.200 e no exterior, de US$ 1.300. Já a de mestrado é de R$ 1.500.