Cinco anos sem Domingos Montagner: relembre outros atores que morreram durante novelas

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Domingos Montagner foi homenageado por diversos amigos e internautas nesta quarta-feira, data que marca os cinco anos de sua morte. O ator faleceu em 2016, ao se afogar no Rio São Francisco, onde “Velho Chico” era gravada. Não foi a primeira vez que a partida de um artista abalou a equipe e os telespectadores de uma novela. Da mesma forma que aconteceu com Montagner, outros famosos tiveram suas vidas interrompidas enquanto estrelavam produções na TV. Relembre abaixo:

Domingos Montagner

Assim como seu personagem, o Santo de “Velho Chico”, o ator Domingos Montagner, de 54 anos, desapareceu no Rio São Francisco em 2016. Ele foi encontrado morto horas depois, vítima de afogamento. Faltando duas semanas para o fim da novela, ele e Camila Pitanga foram nadar na região de Canindé de São Francisco, em Sergipe, e o ator não escapou da forte correnteza. No entanto, Santo continuou no folhetim por meio de um artifício de direção: a câmera subjetiva. Em vez de interagir com Montagner, os atores “contracenaram” com a câmera, e o telespectador “via a história pelos olhos do protagonista”.

Umberto Magnani

A novela "Velho Chico" ficou marcada por duas perdas. O ator Umberto Magnani (Padre Romão), morreu em 27 de abril de 2016, aos 75 anos, dois dias depois de sofrer um acidente vascular encefálico hemorrágico durante uma gravação da novela. O ator Carlos Vereza o substituiu em cena.

Luiz Carlos Tourinho

"Desejo Proibido" foi o último trabalho do ator Luiz Carlos Tourinho, que interpretava o personagem Nezinho na trama. O ator faleceu, aos 43 anos, durante as gravações da novela, vítima de uma parada cardiorrespiratória, provocada por um aneurisma cerebral. O autor Walther Negrão optou por não substituir o personagem na trama. Um dublê do ator gravou uma cena sobre um burrinho, partindo por uma estrada. O autor inventou que o personagem sentiu falta da mãe e, por isso, resolveu ir embora. Nezinho, então, deixou o seu o colchão cheio de dinheiro para o padre Inácio (Marcos Caruso) investir em obras de caridade.

Miriam Pires

A atriz Miriam Pires, intérprete de Clementina, avó de Shao Lin (Leonardo Miggiorin) e cozinheira de Maria do Carmo (Susana Vieira), morreu durante as gravações da novela, mas a personagem continuou a ser citada na trama. Sua filha Aurélia (Cristina Müllins) entrou na história e deu prosseguimento ao projeto da mãe, o lançamento de um livro de receitas de pratos nordestinos. A publicação do livro extrapolou a ficção: a Editora Globo lançou A Cozinha de D. Clementina, reunindo diversas receitas da personagem.

Daniella Perez

A trágica morte de Daniella Perez, assassinada pelo colega Guilherme de Pádua durante as gravações da novela “De corpo e alma”, em 1992, chocou o país. A novela, porém, cumpriu a data determinada para o fim: durante as três semanas após o crime, Leonor Bassères e Gilberto Braga assumiram a autoria da trama para, em seguida, Glória Perez, mãe da atriz, retomar o trabalho — a novelista aproveitou para incluir a morosidade da Justiça como um tema da história.

Jardel Filho

Em fevereiro de 1983, no período em que gravava os últimos 20 capítulos de “Sol de verão”, Jardel Filho sofreu um ataque cardíaco fatal, em sua casa. A situação antecipou em um mês o fim do folhetim: na trama de Manoel Carlos, o personagem Heitor deixou a história com uma viagem repentina.

Sérgio Cardoso

O elenco de "O Primeiro Amor" sofreu um duro golpe no dia 18 de agosto de 1972, a apenas 28 capítulos do final da novela: Sérgio Cardoso, o protagonista da novela, faleceu vítima de um ataque cardíaco. A morte do ator gerou comoção nacional. Para substituí-lo, foi convocado Leonardo Villar. Sua primeira cena foi ao ar no capítulo 200, com uma singela homenagem ao ator.

A imagem no vídeo foi congelada após o ator deixar um aposento. Reunido com o resto do elenco no palco do Teatro Fênix, o ator Paulo José leu um texto anunciando a mudança e relembrando a trajetória de Sérgio Cardoso no teatro e na televisão, e explicou que, a partir daquele momento, Leonardo Villar, amigo pessoal de Sérgio Cardoso, dos tempos do Teatro Brasileiro de Comédia, passava a substituir o colega, como forma de homenageá-lo. Em seguida, a cena prosseguiu e, quando a porta do aposento se abriu novamente, Leonardo Villar entrou em cena, já como o professor Luciano.

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