Cinco candidatos são indicados antes da eleição para presidente do BID no dia 20

Ilan Goldfajn, quando atuava como presidente do Banco Central

WASHINGTON (Reuters) - Cinco países - Argentina, Trinidad e Tobago, México, Brasil e Chile - nomearam candidatos para a presidência do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), antes da eleição do conselho em 20 de novembro, afirmou o banco neste sábado.

A Argentina havia anunciado na sexta-feira que indicaria a secretária de relações econômicas internacionais, Cecilia Todesca Bocco. O vice-governador do Banco Central do México, Gerardo Esquivel, e o ex-ministro das Finanças do Chile, Nicolas Eyzaguirre, também haviam sido indicados anteriormente.

O presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, prestes a deixar o cargo, indicou o ex-chefe do Banco Central, Ilan Goldfajn, que lidera o departamento do Hemisfério Ocidental do Fundo Monetário Internacional.

Trinidad e Tobago nomeou Gerard Johnson, ex-autoridade do BID e agora servindo como consultor sênior do ministério das Finanças jamaicano.

O prazo para enviar as indicações era às 23h59 de sexta-feira, disse o BID.

Os governadores do BID, que geralmente são ministros das Finanças ou outras autoridades econômicas de alto escalão dos 48 países-membros do banco, entrevistarão os candidatos em uma reunião virtual em 13 de novembro, com a eleição após uma reunião híbrida, uma semana depois, afirmou.

Um conselheiro do presidente-eleito brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, está tentando adiar a eleição até o próximo ano que para que o indicado pelo Brasil possa refletir o novo líder eleito.

O ex-ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que enviou uma carta à secretária do Tesouro dos EUA, Janet Yellen, para apoiar o adiamento.

Um porta-voz do Tesouro afirmou que Washington não era a favor.

"As regras das eleições são claras e esperamos que as eleições aconteçam no cronograma concordado. O período de indicações acabou de fechar, e os EUA estão avaliando cuidadosamente cada candidato”, disse o porta-voz.

O Tesouro dos EUA, que não indicou candidato para o cargo de liderança, tem 30% de poder de voto no banco, seguido por Brasil (11%) e Argentina (11%). Colômbia e Chila têm 3% cada.

O ex-presidente, Mauricio Claver-Carone, primeiro norte-americano a ocupar o cargo, foi retirado em meio a um escândalo de ética mês passado.

(Reportagem de Andrea Shalal)