Cinco capitais têm falta de vacinas contra Covid para primeira ou segunda dose

***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 13.09.2021 - Seringa com o imunizante da Pfizer para vacinação contra a Covid na UBS Humaitá, em Bela Vista, São Paulo; imunizante da AstraZeneca está em falta no local e em diversos outros localidades pelo país. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO PAULO, SP, 13.09.2021 - Seringa com o imunizante da Pfizer para vacinação contra a Covid na UBS Humaitá, em Bela Vista, São Paulo; imunizante da AstraZeneca está em falta no local e em diversos outros localidades pelo país. (Foto: Rivaldo Gomes/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Ao menos cinco capitais brasileiras registram falta de vacinas contra a Covid-19 nesta terça-feira (14), segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo. O problema afeta aplicações de primeira e segunda doses.

As cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Velho e Palmas estão com falta de imunizantes da AstraZeneca para a segunda dose. Já Curitiba está temporariamente sem vacinas para a primeira dose.

O governo de São Paulo informa que têm, em todo estado, um déficit de 1 milhão de doses da AstraZeneca e que precisa ao todo de 1,4 milhão de unidades até 20 de setembro para completar seus planos para a segunda dose.

O governador João Doria (PSDB) decidiu que irá ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a União para exigir a entrega de vacinas da AstraZeneca para segunda dose, caso o Ministério da Saúde não regularize os envios para o estado até a quarta (15).

Enquanto isso, prefeituras têm adotado os imunizantes da Pfizer como segunda dose de quem tomou AstraZeneca na primeira. Somente na capital paulista, 49 mil pessoas tomaram a segunda dose da Pfizer nesta segunda-feira (13).

Especialistas afirma que a medida é segura e, além de necessária para completar o esquema vacinal, pode até potencializar a resposta imunológica.

A situação é parecida no Rio de Janeiro. A prefeitura informou que o seu estoque de AstraZeneca está no fim, com algumas unidades já desabastecidas. Nesses casos, a secretaria municipal de saúde está ofertando a Pfizer para a segunda dose de quem tomou a primeira da AstraZeneca.

Em Porto Velho (RO), a prefeitura optou por suspender temporariamente a aplicação da segunda dose de AstraZeneca, em virtude da interrupção de envio de novas remessas pelo Ministério da Saúde.

Em Palmas (TO), há falta de AstraZeneca para segunda dose desde 9 de setembro.

Em Curitiba, faltam imunizantes para primeira dose. A prefeitura segue com o calendário de vacinação aberto apenas para gestantes e lactantes a partir de 12 anos. Toda a população adulta já foi chamada, mas ainda falta vacinar os adolescentes com a primeira dose na capital paranaense.

A prefeitura de Curitiba diz aguardar o recebimento de nova remessa de vacinas para a abertura da imunização para uma nova faixa etária com a primeira dose.

Já a aplicação de segundas doses segue normalmente na capital paranaense, inclusive com adiantamento de prazo dos imunizantes da Pfizer e da AstraZeneca, escalonado por idade.

Em João Pessoa, a prefeitura estava sem imunizantes para primeira dose nesta segunda-feira (13), mas recebeu novos lotes e já retomou a campanha nesta terça (14) para pessoas a partir de 18 anos. A aplicação da segunda dose segue normalmente na capital da Paraíba.

A falta de vacinas também atinge a terceira dose para idosos. A aplicação de reforço ainda não foi iniciada em ao menos seis capitais por falta dos imunizantes.

As prefeituras de Cuiabá, Manaus, Natal, João Pessoa e Porto Velho ainda aguardam que o Ministério da Saúde entregue as vacinas para começar esse processo.

Com baixo estoque para terceira dose, Porto Alegre começou a vacinar moradores de Instituições de Longa Permanência para Idosos com a nova dose durante o fim de semana.

O cenário é o mesmo em Curitiba, onde as doses de reforço ainda estrão restritas a idosos acamados e que moram em abrigos.

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