Cinemas criam assinatura mensal de ingressos com desconto para atrair público

Neste ano, 44,8 milhões de ingressos foram vendidos (Getty Image)
Neste ano, 44,8 milhões de ingressos foram vendidos (Getty Image)
  • O setor ainda não conseguiu recuperar o número de frequentadores que tinha antes

  • Cinemark, Itaú Cinemas e Kinoplex apostam em serviços de assinatura para os clientes

  • A economia financeira pode ultrapassa o valor de 50% para os consumidores

Durante o período de isolamento social, os cinemas foram duramente afetados. Apesar da volta das exibições, o setor recuperou só metade da demanda perdida na pandemia. Na tentativa de atrair novos visitantes, as rede estão criando mensalidades fixas com brindes e preços mais em conta.

O público, que passou a ter mais problemas financeiros e que se acostumou na pandemia a assistir a filmes em serviços de streaming, vem aumentando desde 2020. No entanto, não chega nem perto da frequência do ano anterior à crise sanitária, de acordo com a Agência Nacional do Cinema (Ancine).

Apenas no primeiro semestre de 2022, 44,8 milhões de ingressos foram vendidos. Já em 2021 foram 88,3 milhões. Neste ano, arrecadados R$ 873 bilhões, contra R$ 1,44 trilhão no primeiro semestre de 2019, o que representa uma perda expressiva.

O que as empresas oferecem

Atualmente a rede Cinemark detém 30% do mercado brasileiro. Em abril, a empresa criou o Cinemark Club, um programa de assinatura que oferece descontos, prêmios e ingressos para os consumidores. A economia ultrapassa o valor de 50%.

Já a rede Itaú Cinemas recuperou apenas 55% do público até agora. Para atrair mais visitantes, a companhia criou o vale-cinema, um pacote que varia de 8 a 16 ingressos com preços promocionais.

Já o Kinoplex apostou no Kinopass, passaporte de ingressos exclusivo da rede que concede descontos, além de presentear os clientes com três meses de assinatura no Amazon Music Unlimited.