Cingapura anuncia que não pagará tratamento de covid para quem escolheu não se vacinar

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A nurse prepares to vaccinate healthcare workers at Gleneagles hospital during the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Singapore January 19, 2021. REUTERS/Edgar Su
Enfermeira prepara para aplicar vacina em Cingapura, em janeiro. Foto: REUTERS/Edgar Su.
  • País já vacinou 85% do público-alvo

  • Há mais de 1700 pessoas hospitalizadas com o vírus no momento

  • Sistema de saúde do país é baseado em empresas privadas

O governo de Cingapura anunciou nesta segunda-feira (8) que não irá mais cobrir os custos médicos de pacientes internados com covid-19 e que não se vacinaram por escolha própria. Atualmente, essas pessoas são a maioria dos novos casos da doença e das internações no país.

Até o momento, 85% da população de Cingapura apta a se vacinar está completamente imunizada, enquanto 18% já receberam doses de reforço.

“No momento, pessoas não vacinadas são a grande maioria daqueles que precisam de tratamento intensivo e desproporcionalmente contribuem para uma perda nos recursos de saúde”, afirmou o Ministro da Saúde, Ong Ye Kung, durante o anúncio da medida.

“Pacientes com covid-19 que não se vacinaram por escolha própria ainda poderão buscar acordos para financiamento do tratamento médico para pagar pelas contas”, acrescentou.

O governo local paga a conta de qualquer cidadão cingapuriano, residente permanente ou com um visto de trabalho que contraí covid-19, a não ser que o teste positivo seja recebido logo após uma viagem internacional.

Pessoas parcialmente vacinadas serão atendidas de forma gratuita, caso precisem de tratamento para covid-19, até o dia 31 de dezembro, segundo o ministro.

Cingapura tem um dos melhores sistemas de saúde do mundo, mas que depende amplamente de serviços de saúde privados, de forma que grande parte das pessoas paga por planos de saúde.

Ainda assim, o ministro disse que as contas hospitalares de pessoas não-vacinadas ainda serão “altamente subsidiadas”.

Nos últimos 28 dias, a cidade-país registrou cerca de 91 mil casos da doença, dos quais 98,7% eram assintomáticos ou evoluíram para quadros leves da doença. Até o último domingo (7), 1.725 pessoas estavam hospitalizadas com covid-19, mas apenas 67 precisam de intubação.

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