Ciro ataca Bolsonaro: 'Apodrece tudo que toca'

Ciro Gomes (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Ciro Gomes (Foto: EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O candidato à presidência pelo PDT, Ciro Gomes, utilizou as redes sociais nesta sexta-feira (19) para criticar o presidente Jair Bolsonaro (PL), fazendo associação ao escândalo envolvendo a Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).

O caso se refere a um contrato de quase R$ 62 milhões entre a Codevasf com uma empresa fundada há apenas dois anos e gerenciada por uma diarista de 21 anos.

Segundo informações do jornal O Globo, a Controladoria-Geral da União (CGU) identificou risco de superfaturamento de R$ 11,8 milhões no negócio firmado pela estatal.

Ciro ironizou o caso e disse que Bolsonaro deu novo sentido à sigla da empresa: “Corrupção e Devassidão Sem Freios”.

“Com a complacência geral, o anti-Midas Bolsonaro, que apodrece tudo que toca, deu novo sentido à respeitada sigla CODEVASF. Leia-se agora: Corrupção e Devassidão Sem Freios”, escreveu o ex-ministro.

Segundo o candidato, o escândalo é “apenas uma gota”, e questiona: “Não se apura, não se pune, não se prende?”.

O caso veio à tona nesta quinta (18). Após a CGU ter identificado o risco de superfaturamento no contrato celebrado entre a estatal e a empresa de Ana Luiza Cassiano Batista, de 21 anos, o jornal O Globo encontrou um perfil da suposta empresária no LinkedIn em que ela se identifica como vendedora de calçados em uma loja de Goiânia.

O veículo procurou a mãe da vendedora, que informou que a filha trabalha como diarista e não tem empresa registrada no nome dela.

“Ela é diarista, não tem nem carteira assinada”, respondeu a mulher ao jornal.

A própria Ana Luiza foi procurada, mas encaminhou as perguntas a um único funcionário da empresa, o gerente comercial Vanderson de Souza.

Segundo o gerente, a diarista é dona da Imperiogn, empresa que já participou de 49 licitações do governo federal e firmou diferentes contratos com instituições públicas, como os ministérios da Defesa, Saúde, Educação e do Desenvolvimento Regional, como é o caso da Codevasf.

Ao todo, já foram repassados à empresa de Ana Luiza pelo menos R$ 6,9 milhões de dinheiro público.

A Codevasf nega que existam irregularidades na contratação.

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