Ciro: ausência de Lula e Bolsonaro em debates seria 'crime contra a democracia'

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Pré-candidato do PDT à Presidência da República, o ex-ministro Ciro Gomes disse ao GLOBO que é um "crime contra a democracia" a possibilidade de os dois líderes nas pesquisas, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (PL), faltarem aos debates presidenciais das eleições deste ano.

— Bolsonaro e Lula estão combinando de não participar de debates, demonstrando o desprezo que eles têm para a confrontação de ideias — disse Ciro. — Em um momento de grave crise econômica, social e política, não aceitar participar de debates em uma eleição para a Presidência da República é um crime contra a própria democracia.

Em entrevista ao apresentador Carlos Massa, o Ratinho, Bolsonaro disse que, caso avance na disputa, irá participar de debates apenas no segundo turno, sob o argumento que será alvo predileto dos demais concorrentes.

— No segundo turno eu vou participar. No primeiro turno, a gente pensa, porque se eu for, os dez candidatos vão querer dar pancada em mim e eu não vou ter tempo de responder — afirmou o presidente.

Já Lula, trabalha para reduzir o número de debates no primeiro turno. Ele quer que, de dez, passe para três debates em formato pool, quando diferentes emissoras usam o mesmo sinal para transmissão.

Ciro, que aparece com 7% das intenções de voto na última pesquisa Datafolha, criticou a atitude do ex-presidente. Como mostrou reportagem do GLOBO, o pedetista, que tem Bolsonaro como alvo preferencial, intensificou ataques contra o favorito nas pesquisas:

— Mais que Bolsonaro, a postura de Lula, que ainda não confirmou de forma clara participação em nenhum debate, é a mais mesquinha, uma vez que criticou a ausência de Bolsonaro em debates em 2018 — declarou o ex-ministro.

A senadora e pré-candidata do MDB à Presidência, Simone Tebet, evitou críticas diretas aos dois adversários, mas disse que considera "fundamental" a participação dos candidatos nos debates.

— É um dever democrático. Estou à disposição para debater ideias e apresentar soluções para o país. Os eleitores precisam conhecer e comparar as propostas dos candidatos para tomarem sua decisão. É possível conciliar a agenda. Eu estarei presente — disse ao GLOBO.

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