Ciro critica crédito consignado para beneficiários do Auxílio Brasil

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Para Ciro, a modalidade de empréstimo compromete renda de mais vulneráveis, que recebem o Auxílio Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)
Para Ciro, a modalidade de empréstimo compromete renda de mais vulneráveis, que recebem o Auxílio Brasil. (Foto: REUTERS/Adriano Machado)

O ex-governador do Ceará, Ciro Gomes (PDT) tem utilizado as redes sociais para fazer reiteradas críticas à liberação de empréstimos consignados para beneficiários do Auxílio Brasil.

Segundo o presidenciável, a modalidade de crédito compromete a renda de pessoas que já estão abaixo da linha da pobreza.

“Quem recebe Auxílio Brasil, que é de R$ 400 e vai passar para R$ 600 reais só até dezembro deste ano, está sendo hoje assediado pelos bancos com a seguinte proposta: comprometer até 40% da sua renda do valor do auxílio emergencial com um empréstimo consignado de até R$ 2.400”, explica.

A medida que libera esse tipo de empréstimo aos beneficiários do Auxílio Brasil foi sancionada nesta quarta-feira (3) pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Para Ciro, a proposta de emprestar “R$ 1 mil, R$ 1.500 ou R$ 2.000” para quem está passando por mais dificuldade pode parecer “irresistível”, mas quem aceita, fica com uma dívida parcelada em até 24 vezes, com taxa anual de até 79% ao ano, reclama.

“Isso mesmo, 79% de juros ao ano. E pior: nem se quiser, essa pessoa vai poder deixar de pagar as parcelas, porque nesse sistema de crédito consignado o banco que fez o empréstimo vai descontar o que tem a receber direto do auxílio emergencial”, aponta.

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“E, vale lembrar, nós não estamos falando de pessoas que têm uma perspectiva de melhorar de vida a médio prazo, que tem um pequeno negócio que dali a pouco pode prosperar. Não é disso que se trata. Nós estamos falando de pessoas abaixo da linha de pobreza, que recebem o auxílio emergencial para não morrer de fome”, reitera o presidenciável.

De acordo com o pedetista, Bolsonaro deu “sinal verde” para essa “monstruosidade” “porque a maldade e ódio aos mais pobres está no DNA dele do seu governo”. Mas ele ainda usa o assunto para fazer uma crítica ao Congresso Nacional, por ter aprovado a ideia, e ao ex-presidente Lula (PT) por não se posicionar sobre o assunto.

“Mas o Congresso Nacional aprovar uma proposta dessas? Como é que pode? Tenham paciência! E esses banqueiros que já ganharam tantos bilhões? Que ganância é essa sem limite?”, diz sobre a aprovação entre parlamentares.

Ciro afirma que poderia “vender a alma” para chegar ao poder” e se refere ao candidato petista como alguém que já o fez.

“E quando falo em vender a alma me refiro a ficar calado em relação a assuntos como esse, que é o que o senhor Lula está fazendo. É uma vergonha! Como alguém que se arvora em se dizer líder de esquerda não dá uma palavra? É porque está vendido mais uma vez ao sistema financeiro. Assim, ele não compra briga com os donos do dinheiro e fica tudo bem”, reiterou.

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