Ciro critica Moro e diz que Bolsonaro faz papel de "animador de auditório"

Ciro Gomes (PDT) quer frente de esquerda sem o PT. Foto: LC Moreira/Futura Press

Candidato derrotado à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), disse que o futuro ministro da Justiça, o ex-juiz Sergio Moro, é uma “figura publicitária” no governo Bolsonaro.

Em live feita na sua página do Facebook, o ex-ministro respondeu perguntas de seus seguidores e disse que o presidente eleito tem um papel de “animador de auditório”, quando o real poder estará nas mãos dos superministérios criados por ele.

“Bolsonaro parece que está reservando para si um papel de relações públicas, de agitador, de animar de auditório, na Presidência da República. O poder real ele está delegando ao que ele chama de superministérios”, avaliou.

Sobre Moro, ele disse que os primeiros sinais “não são bons”. “Só para se ter uma ideia, ele é o encarregado de duas grandes tarefas: primeiro, o enfrentamento da corrupção (…) Segundo, a questão da segurança pública (…) Ele não dá uma palavra sobre isso e essa é a grande demanda da sociedade brasileira. Os 63 mil homicídios? O combate ao crime organizado? Ninguém ouve uma palavra sobre isso”, criticou.

DE OLHO EM 2022

Ciro terminou a conversa dizendo que “2022 tem importância”, se colocando desde já como uma alternativa para o pleito, que só acontecerá em quatro anos. Segundo ele, o PDT já fez o convite para que ele seja o próximo candidato à Presidência pelo partido.

No pleito deste ano, o PT esperava um apoio formal e incisivo de Ciro ao candidato Fernando Haddad, o que não aconteceu. O movimento foi avaliado justamente como uma tentativa do pedetista de se afastar do partido, desgastado pela Lava Jato e pela prisão de seu maior líder, mirando a eleição de 2022.