Ciro critica política de preços da Petrobras, diz que Amazônia virou 'holding do crime' e defende mudar relação com o Congresso

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O pré-candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, afirmou que, caso seja eleito, pretende mudar a política de preços da Petrobras para poder diminuir o valor dos combustíveis no país. Em entrevista à rádio CBN, nesta terça-feira, o ex-ministro afirmou que a estatal precisa ter o preço administrado pelo governo federal, já que não é possível concorrência. Na conversa, o pedetista afirmou ainda que a Amazônia virou uma “holding do crime” e defendeu uma mudança na relação do Executivo com o Congresso, caso assuma o Palácio do Planalto no ano que vem.

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Sobre a Petrobras, Ciro afirmou que a empresa hoje está “uma baderna” e precisa ser “profissionalizada”. Para retomar o controle majoritário da companhia, ele propõe recomprar a participação dos acionistas.

— A Petrobras é um monopólio. O governo tem que administrar o preço porque não existe concorrência — afirmou o pedetista, que também disse: — A Petrobras está entregue a uma baderna absoluta.

Ciro afirmou que as duas principais medidas para a Petrobras que vai propor é a mudança na política de preço e recomprar as ações da empresa:

— Eu vou trocar a política de paridade de importação pela política de paridade de exportação. E vou anunciar a disposição do acionista controlador de comprar em leilão reverso, ou seja, quem vender por mais barato terá preferência de compra, tantas ações que queiram vender até integralizar de novo 60% do capital controlador da Petrobras.

Ao ser questionado sobre o aumento da violência na Amazônia, Ciro afirmou que a região virou uma “holding do crime”. O pré-candidato completou ainda que as Forças Armadas protegem criminosos da região, seja “por ação, dolo ou omissão”.

— Ali se estabeleceu essa holding que é o narcotráfico, claramente protegido por autoridades brasileiras, inclusive das Forças Armadas — disse o pedetista, que completou: — Hoje eles têm uma holding do crime. A pesca ilegal, a extração ilegal de madeira, o narcotráfico, o contrabando de arma. Um lava o dinheiro do outro. Eles subornaram a estrutura, e [o presidente Jair] Bolsonaro desmontou a estrutura de autoridades.

Ciro reforçou ainda que os crimes violentos não aconteceriam na região não fosse a inação das Forças Armadas:

— Não aconteceria tal estado de anomia, de baderna, de absoluta falta de governança, se não for a conivência por ação, dolo ou por omissão de uma estrutura parcial das Forças Armadas do Brasil no território.

Ciro foi questionado pela colunista do GLOBO Vera Magalhães o que faria caso fosse eleito e tivesse como presidente da Câmara na próxima legislatura o atual ocupante do cargo, o deputado Arthur Lira (PP-AL). O pedetista respondeu que pretende negociar as claras com o Centrão, sem fazer o que chamou de “conchavo”. Para isso, abrirá mão de uma eventual reeleição:

— Com isso eu desarmo uma das grandes impertinências que o [ex-presidente] Fernando Henrique produziu na nossa institucionalidade, que é o presidente entrar e, ao invés de cuidar de mudar o Brasil e cumprir as promessas, vai cuidar de conchavo para se eleger — afirmou.

Ciro afirmou ainda que acabará, no primeiro dia de seu governo, com as emendas de relator. O instrumento ficou conhecido como orçamento secreto, já que não detalhavam informações dos parlamentares padrinhos de repasses aos estados e municípios.

— Emenda do relator acaba no dia que eu assumir o governo, por um caminho da reforma e pelo caminho do simples não cumprimento. A não execução orçamentária da emenda do relator — disse Ciro, que completou: — Não quero ser presidente do Brasil para repetir a tragédia que está aí. Só quero ser presidente se for para mudar o modelo de governança política.

Ciro também afirmou que não vê cenário para que o presidente Jair Bolsonaro (PL) dê algum golpe se não consegui se reeleger este ano. A resposta foi a uma pergunta da colunista Miriam Leitão, que citou os constantes ataques do mandatário ao processo eleitoral e as instituições do país.

— Na cabeça de Bolsonaro está o delírio de um golpe. Mas na condição prática, objetiva, seja doméstica ou estrangeira, da comunidade internacional, não vejo a menor possibilidade desse delírio bolsonarista prosperar.

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