Ciro expressa 'algum alívio' após fala de Bolsonaro em Copacabana e diz que temia atos violentos

***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 30.08.2022 - O presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, participa de sabatina organizada pela UNECS, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapres)
***ARQUIVO*** BRASÍLIA, DF, 30.08.2022 - O presidenciável pelo PDT, Ciro Gomes, participa de sabatina organizada pela UNECS, no Centro de Convenções Brasil 21, em Brasília. (Foto: Gabriela Biló/Folhapres)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - Terceiro colocado nas pesquisas de intenção de voto, o pedetista Ciro Gomes fez uma transmissão ao vivo após a participação de Jair Bolsonaro (PL) em ato em Copacabana, no Rio de Janeiro, e demonstrou "algum alívio" com as falas do presidente.

Em Ouro Preto (MG), Ciro afirmou que ele e aliados passaram os últimos dez dias "sobressaltados, assustados com um punhado de ameaças da própria boca do Bolsonaro, esse boçal que infelizmente assumiu a Presidência do Brasil." Ele criticou o clima gerado por empresários flagrados defendendo um golpe de estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito e também "gente do ambiente rural desonesto, que é uma minoria, mas muito agressiva."

"Tudo isso cria um ambiente em que nós ficamos com medo. Com medo como brasileiros do que iria acontecer nesse 7 de Setembro. Chegamos aqui 6h da manhã, organizei com toda militância do PDT uma nova rede da legalidade", disse. "Nós estávamos prontos para denunciar e mobilizar uma resistência que fosse necessária se algum desatino mais grave, se alguma atitude mais violenta vitimasse nosso povo brasileiro."

Ele disse terminar o dia com 'algum alívio' após ouvir as falas de Bolsonaro em Copacabana. "Não aconteceu aquilo que a gente mais temia, que fosse descambar para a violência, que inocentes fossem mortos ou inocentes fossem feridos por essa atitude absolutamente irresponsável que o chefe da nação tem tomado ante a conivência de certos setores militares também." Ciro também voltou a atacar a polarização no país e disse estar "profundamente entristecido com o que estão fazendo no Brasil." "Bolsonaro é produto desse nós contra eles".