Ciro fala sobre traição e diz não querer ir ao Ceará para 'não ter tristeza'

Em outras ocasiões, Ciro já havia falado sobre traição no Ceará. Durante passagem pelo Estado, em agosto, ele disse sentir “o espinho da traição
Em outras ocasiões, Ciro já havia falado sobre traição no Ceará. Durante passagem pelo Estado, em agosto, ele disse sentir “o espinho da traição". (Foto: MAURO PIMENTEL/AFP via Getty Images)

O candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, tem base eleitoral no Ceará, mas tem evitado fazer campanha no estado após o rompimento da aliança entre o partido dele e o PT na região.

Nesta quinta-feira (15), o ex-ministro disse que não iria a Fortaleza para “não ter tristeza” em decorrência da situação política.

“Não cancelei a agenda em Fortaleza não, apenas não quero ir, confesso a você”, disse Ciro Gomes (PDT). “Eu não tenho nem vontade de comentar, mas eu tenho tido notícias muito tristes do que tá acontecendo, sabe? É muito duro uma pessoa como eu, que dá a vida inteira para uma comunidade e preparar a vida dos líderes importantes, sentir a faca da traição. Então eu não quero ir lá pra não ter tristeza”, respondeu na rádio CBN de Recife (PE).

O PT e o PDT mantiveram uma parceria por 16 anos no Estado, começando pelo mandato do irmão de Ciro, o senador Cid Gomes (PDT) que geriu o Ceará por dois mandatos.

Depois dele, Camilo Santana (PT) foi eleito apoiado pelos irmãos Ferreira Gomes. Contudo, neste ano, os petistas decidiram quebrar a aliança após o ex-prefeito Roberto Cláudio ter sido escolhido pelo PDT para a disputa estadual.

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

A favorita entre os petistas era Izolda Cela, atual governadora do Ceará e que foi vice de Camilo. Após a ruptura, a candidatura de Elmano de Freitas foi lançada na disputa pelo Palácio da Abolição e agora compete com o pedetista e com Capitão Wagner (União Brasil), que lidera a disputa e é apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro (PL).

Em outras ocasiões, Ciro já havia falado sobre traição no Ceará. Durante passagem pelo Estado, em agosto, ele disse sentir “o espinho da traição”.

“Eu sou uma pessoa com sentimentos. E hoje meus sentimentos pessoais aqui no Ceará são muito sofridos. O que eu fiz por determinadas pessoas, dei tudo e criei condições para essas pessoas brilharem. E hoje sinto o espinho da traição", declarou o pedetista durante um ato de campanha de Roberto Cláudio.