Ciro Gomes avalia com “grande preocupação” operação contra empresários bolsonaristas

Ciro afirmou que se não for comprovado que empresários estavam planejando golpe, a operação terá sido uma arbitrariedade. Foto: Reuters.
Ciro afirmou que se não for comprovado que empresários estavam planejando golpe, a operação terá sido uma arbitrariedade. Foto: Reuters.
  • Qualquer cerceamento da liberdade só pode ser feito se com argumentos de fato, disse o candidato;

  • Ciro acrescenta que se não for comprovado que empresários estavam planejando golpe, a operação terá sido uma arbitrariedade;

  • STF autorizou a PF a realizar uma operação de busca e apreensão contra oito empresários suspeitos.

O candidato à Presidência pelo PDT Ciro Gomes avalia “com preocupação” a operação realizada na terça-feira (23) pela Polícia Federal contra empresários que teriam defendido um golpe caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) seja eleito neste ano.

Em entrevista à Jovem Pan nesta quinta-feira, Ciro que vê com “grande preocupação” e que sempre procura olhar as coisas com o “equilíbrio” da formação dele como professor de direito.

“A liberdade é um princípio em uma democracia. Portanto, qualquer constrangimento, qualquer cerceamento da liberdade, só pode ser feito se for amplamente sustentado nos argumentos de fato e de direito que justifiquem a violação dessas liberdade”, argumentou o candidato.

Ciro acrescenta que o “o princípio é a liberdade” e que se não for comprovado que os oito empresários investigados estavam planejando um golpe, a operação terá sido uma arbitrariedade.

“Toda e qualquer providência que cerceie isso tem que dizer o porquê. Se eles estavam conspirando para praticar um golpe, aí não tem mais liberdade, aí invadiu. Se eles não cometeram nada, aí estamos diante de uma arbitrariedade”, disse.

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF) autorizou a PF a realizar uma operação de busca e apreensão contra oito empresários suspeitos de atentar contra o sistema democrático de direito. Defensores do presidente Jair Bolsonaro (PL), eles se reuniam em um grupo de WhatsApp e discutiam a possibilidade de um golpe caso o atual governante perdesse a eleição para o ex-presidente Lula.

Durante a entrevista à Jovem Pan, Ciro também destacou a diferença de tratamento dado pela polícia para a população pobre e a mais rica.

“Invadir os direitos da população as nossas autoridades fazem todo dia, quando se trata de pobre. Invadem, chutam porta de casebres nas favelas, espancam crianças e adolescentes por aí. Lamentavelmente, essa é a realidade brasileira. Quando mexe com empresário, com rico, aí causa uma certa comoção”, apontou.