Após irmãos declararem apoio a petista no CE, Ciro diz que levou 'facada nas costas'

Pesquisas recentes apontam que Ciro Gomes está em terceiro lugar nas intenções de voto no Ceará. Ele perde para Bolsonaro e Lula no estado - Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images
Pesquisas recentes apontam que Ciro Gomes está em terceiro lugar nas intenções de voto no Ceará. Ele perde para Bolsonaro e Lula no estado - Foto: Mateus Bonomi/Anadolu Agency via Getty Images

Na última semana, Ivo Gomes e Cid Gomes, irmãos de Ciro Gomes, e também filiados ao PDT, encheram-se de adesivos e participaram de campanha do ex-governador Camilo Santana, petista e ex-aliado do presidenciável. Nesta terça-feira (27), o pedetista disse ter levado “facada nas costas” com o ato e assumiu mais uma vez estar evitando campanha no Ceará, seu berço político.

“Recebi uma facada poderosa nas costas. A traição é a cara do momento no Ceará. Resolvi não ir ao meu Estado pela primeira vez. Que o cearense diga lá o que quer fazer de mim”, disse o candidato do PDT em recente entrevista ao site O Antagonista.

Pesquisas recentes apontam que Ciro está em terceiro lugar nas intenções de voto no Ceará. Ele perde para Bolsonaro e Lula, que tem favoritismo no Estado.

Além disso, Roberto Cláudio (PDT), ex-prefeito de Fortaleza e favorito de Ciro na disputa ao governo, também já está na terceira colocação, contra Capitão Wagner (União Brasil), que lidera, e Elmano de Freitas (PT).

Veja as últimas pesquisas eleitorais para presidente:

Ivo Gomes é prefeito de Sobral e Cid foi governador do Ceará e atualmente está no Senado. A família Ferreira Gomes tem berço político no município cearense e tem fortalecido a campanha petista por lá. O congressista já disse que tem intenção de retomar a aliança entre PT e PDT após o primeiro turno.

As duas siglas foram aliadas por quase duas décadas e romperam neste ano após Izolda Cela, atual governadora, e ex-pedetista, ter sido preterida para a disputa estadual.

O suposto rompimento entre os irmãos é questionado por adversários políticos. Ao Estadão, Eunício Oliveira, ex-senador pelo MDB-CE, disse que o movimento não passa de um “jogo de cena” para garantir a participação dos irmãos no poder caso o PT vença a disputa no Ceará.

“No Brasil e no Ceará, Ciro morreu. O candidato dele não vai nem para o segundo turno. Ele perde para o Bolsonaro feio no Ceará, infelizmente. Então, vai tentar uma boquinha no governo do Elmano via Cid e via Camilo”, respondeu ao veículo. Atualmente, o emedebista integra a lista de apoiadores do PT no Ceará.