Ciro Gomes participa de congresso de sindicatos e defende união entre trabalhador e patrão

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RIO — O ex-ministro Ciro Gomes (PDT) vai abrir, na próxima sexta-feira, o Congresso da Central de Sindicatos Brasileiros (CSB), onde debaterá um projeto nacional de desenvolvimento. Para o pedetista, que é pré-candidato à Presidência em 2022, é apenas através da união entre o trabalhador e o patrão que será possível achar uma solução para a crise pela qual o país passa.

— Somente unindo quem trabalha com quem produz será possível trilhar os caminhos para superação dessa tragédia que estamos vivendo nos últimos anos — afirmou.

Uma das principais bandeiras de Ciro para o ano que vem é a preservação dos direitos trabalhistas. Ele afirma que é preciso olhar os exemplos de outros países para trazer solução à crise econômica no Brasil. Uma das nações que o país deve se espelhar, segundo o ex-ministro, é os Estados Unidos:

— Vamos olhar para as melhores práticas internacionais, a exemplo dos EUA. A principal economia capitalista do mundo, onde o governo Biden promove o fortalecimento dos direitos como medida para diminuir a precarização, aumentar o poder de compra dos trabalhadores, gerar empregos e promover o crescimento econômico. Os direitos trabalhistas são parte da solução da economia, não o problema.

Nos EUA, Biden, um político de perfil moderado, derrotou o ex-presidente republicano Donald Trump, aliado de Jair Bolsonaro, após uma aliança entre as alas mais progressistas e conservadoras do Partido Democrata. Desde que assumiu a Casa Branca, o americano adotou uma agenda ousada na economia, propondo um pacote recuperação econômica de US$ 1,9 trilhões para aliviar os impactos causados pela pandemia da Covid-19.

Biden ainda pretende aumentar a taxação de impostos dos mais ricos. Em uma visita recente ao Rio, Ciro também falou sobre isso.

— Um por cento dos brasileiros tem hoje metade das riquezas do país. Se a gente quiser agravar a caricatura, cinco pessoas tem a fortuna equivalente às posses de cem milhões de brasileiros. Isso não vai ser mudado com política social compensatória — disse Ciro em um encontro com lideranças religiosas e do movimento negro, no Rio.

No evento da CSB, Ciro vai abrir o debate junto com o presidente da entidade, Antonio Neto, que é também um dos vice-presidente estaduais do PDT em São Paulo. Depois, haverá uma sequência de outros debates com o economista Nelson Marconi, o empresário Eduardo Moreira, criador do movimento “Somos 70%”, a ex-auditora fiscal Maria Lucia Fattorelli, coordenadora da Auditoria Cidadã da Dívida, e o ex-senador Roberto Requião (MDB), entre outras personalidades acadêmicas, políticas e sindicais.

O 3º Congresso da CSB será realizado entre os dias 9 e 11 de setembro. A entidade representa mais de 5 milhões de trabalhadores e tem 900 sindicatos filiados, além de três federações. Por causa da pandemia, todos os eventos serão online e transmitidos pelo YouTube e pelas redes sociais da CSB.

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