Ciro Nogueira admite derrota de Bolsonaro para Lula no Nordeste, mas diz que diferença cairá

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***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 27.06.2022 - O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)
***ARQUIVO***BRASÍLIA, DF, 27.06.2022 - O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP). (Foto: Gabriela Biló/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O ministro da Casa Civil, Ciro Nogueira (PP), admitiu que o presidente Jair Bolsonaro (PL) deve ter menos votos que o ex-presidente Lula (PT) no Nordeste nas eleições deste ano. O chefe da principal pasta do governo, porém, disse que a diferença entre os dois deve cair.

"O presidente Lula é muito forte no Nordeste, mas já foi mais. Eu não tenho dúvida: se eu disser para você que o Bolsonaro vai ganhar no Nordeste, [sei que] não, mas vai diminuir muito a diferença. Vocês vão tomar um susto do que vai acontecer. O Lula vai perder em todas as capitais do Nordeste", afirmou em entrevista à revista Veja.

Bolsonaro costuma desmerecer todas as pesquisas de intenção de votos. A aposta de Nogueira de que o chefe do Executivo perderá no Nordeste vai na linha do que indicam esses levantamentos.

O ministro compôs a base aliada nos governos do PT. Ele disse, porém, que fez isso por necessidade porque o Piauí, seu estado, é uma região pobre e que ele precisava ter relação com o Executivo para levar verbas à população piauiense.

Também afirmou que tem "muito mais identificação" com Bolsonaro do que com Lula.

Nogueira voltou a dizer que confia nas urnas eletrônicas, na contramão das falas do presidente. Ele afirmou que Bolsonaro vai aceitar uma eventual derrota nas eleições deste ano.

Nogueira também disse que o "bom senso vai prevalecer" e que não tem dúvida de que "as pessoas do Judiciário, do Legislativo e do Executivo são capazes de chegar a um bom termo para que a eleição seja o mais livre possível".

Ele não explicou, porém, qual seria esse termo, uma vez que o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) já avisou que não acolherá nenhuma outra sugestão das Forças Armadas de alterações no sistema de votação requerida pelo mandatário.

"Eu não tenho dúvida de que vamos chegar a um bom termo e o 7 de Setembro, em vez de ser uma coisa de contestação às urnas será uma coisa de apoio muito forte ao presidente Bolsonaro."

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