Ciro Nogueira ataca banqueiros

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Em uma série de seis tuítes recém-disparados, Ciro Nogueira atacou "os banqueiros que hoje podem assinar cartas inclusive contra o presidente da República, ao invés de se calarem com medo nos congelamentos de câmbio do passado".

Ciro não os nomeou, mas está falando de Roberto Setubal, Pedro Moreira Salles e Candido Bracher, os três integrantes do conselho de administração do Itaú-Unibanco, sendo que os dois primeiros são também membros das famílias controladoras do banco. O ministro afirma que o trio critica o governo porque o setor financeiro perdeu "R$ 40 bilhões (que) ganhava a cada transferência bancária e hoje é de graça"

O Setubal, Moreira Salles e Bracher assinaram o manifesto em defesa da democracia que será divulgado hoje e já conta com cerca de 3 mil assinaturas de juristas, empresários, artistas, advogados e entidades da sociedade civil. O manifesto será lido no Largo de São Francisco, em São Paulo, no dia 11 de agosto.

Ciro diz que "graças ao senhor, o Banco Central não obedece ao presidente. É independente. E agora os banqueiros podem até assinar manifestos contra o presidente pois sabem que não serão perseguidos. Eles podem assinar manifestos contra porque estão livres da perseguição, sim, mas o Banco Central independente coloca em prática o PIX, que por ano transferiu mais de 30, 40 bilhões de reais de tarifas que os bancos ganhavam a cada transferência bancária e hoje é de graça".

​​​​​​​Eis os tuítes do chefe da Casa Civil:

"Presidente @jairbolsonaro, sabe porque os banqueiros hoje podem assinar cartas inclusive contra o presidente da República, ao invés de se calarem com medo nos congelamentos de câmbio do passado?

Porque hoje, graças ao desprendimento do poder do Senhor e à visão de país do ministro Paulo Guedes, o Brasil passou a ter um Banco Central independente. Antes, o Banco Central podia ser o chicote ou o bombom dos governos para os banqueiros.

Agora, graças ao senhor, o Banco Central não obedece ao presidente. É independente. E agora os banqueiros podem até assinar manifestos contra o presidente pois sabem que não serão perseguidos. Eles podem assinar manifestos contra porque estão livres da perseguição, sim,

mas o Banco Central independente coloca em prática o PIX, que por ano transferiu mais de 30, 40 bilhões de reais de tarifas que os bancos ganhavam a cada transferência bancária e hoje é de graça.

Então, presidente, se o senhor faz alguém perder 40 bilhões por ano para beneficiar os brasileiros, não surpreende que o prejudicado assine manifesto contra o senhor.

Mas os beneficiários, presidente, as dezenas de milhões de beneficiários do PIX vão assinar o manifesto deles também, no dia da eleição, apoiando o seu nome."

Não deixa de ser uma atitude corajosa dos dois lados. Da parte dos banqueiros, porque estando num negócio com uma atividade regulada pelo governo, é sempre arriscado pôr a assinatura num manifesto crítico ao governo — ainda mais desse governo. E, pelo lado de Ciro Nogueira, porque se Lula vencer a eleição tornará mais delicada (mas nunca impossível, é verdade) a costura para se aninhar nos braços do novo governo.

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