Ciro promete revogar decretos de Bolsonaro que facilitam acesso às armas

Em três anos, Brasil passou de 350,6 mil armas para mais de 1 milhão; Ciro promete revogar decretos (REUTERS/Carla Carniel)
Em três anos, Brasil passou de 350,6 mil armas para mais de 1 milhão; Ciro promete revogar decretos

(REUTERS/Carla Carniel)

  • Ciro Gomes promete revogar decretos de Bolsonaro que facilitam acesso a armas e munições;

  • Pedetista disse que as medidas "facilitaram o crime";

  • Pessoas que moram em locais isolados continuarão tendo acesso ao armamento.

Ciro Gomes, candidato à Presidência pelo PDT, prometeu nesta terça-feira (6) que, se eleito, revogará os decretos assinados por Jair Bolsonaro (PL) que facilitaram a compra e posse de armas e munições no Brasil. Segundo ele, as medidas contribuíram com o crime.

“Hoje, por exemplo, as milícias que estão tomando conta do Rio de Janeiro têm acesso a armas a partir da facilitação de comprar arma como se fosse um clube de tiro. O Brasil fundou mais clube de tiro do que universidade ao longo desses últimos anos”, criticou em entrevista ao portal ‘A Crítica’.

Apesar de garantir uma revisão de “todo esse estatuto”, o pedetista assegurou que manterá o acesso ao armamento a pessoas que moram em locais isolados. “O cidadão que está distante do atendimento da polícia na sua casa tem direito de portar uma arma, isso não tem nenhum problema”, avaliou. “Ela será recenseada, a munição será acompanhada, vigiada, porque o Bolsonaro destruiu tudo isso, isso só facilitou o crime”.

A declaração de Ciro acontece um dia após Edson Fachin, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), determinar restrições sobre o número de armas e munições que podem ser obtidas por CACs (caçadores, atiradores e colecionadores), sob o argumento de aumento do risco de violência política na campanha eleitoral.

Em um período de três anos, o número de armas registradas por CACs quase triplicou. Enquanto em 2018 havia cerca de 350,6 mil armas, em julho deste ano foram registradas mais de 1 milhão.

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