Ciro diz que educação é "espancada" e chama Bolsonaro de "idiota"

Ricardo Moraes/Reuters

RESUMO DA NOTÍCIA

  • Pedetista falou em evento da UFMS, em Campo Grande, sobre educação e economia.

  • Ele criticou os cortes do governo Bolsonaro na educação: “estamos espancando a academia”.

Terceiro colocado nas eleições presidenciais de 2018, o ex-governador Ciro Gomes (PDT) criticou nessa sexta-feira (16) o corte de verbas da educação promovido pelo governo de Jair Bolsonaro (PSL) e classificou o presidente como “idiota”.

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De acordo com reportagem do portal UOL, o pedetista participou da Semana Acadêmica de Economia da Universidade Federal de Mato Grosso do Sul, em Campo Grande, evento que contou com uma série de palestras sobre reformas econômicas e sociais e a retomada do crescimento.

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Segundo a reportagem, Ciro criticou a conduta do atual governo em relação ao ensino superior e ponderou sobre a necessidade de ideia, exemplo e militância como possíveis soluções para combater retrocessos.

"A ideia é aperfeiçoada pelo pensamento acadêmico e nós, no Brasil, estamos espancando a academia, a inteligência brasileira está expulsa do debate nacional e temos inteligência qualificada para qualquer desafio", declarou.

Depois da UFMS, conforme o pedetista, as agendas serão no Rio Grande do Sul e em Minas Gerais.

O ex-presidenciável reclamou ainda das ações do governo Bolsonaro em relação à área cultural. O pedetista defendeu um resgate do setor ao argumentar que o “ambiente da cultura e da arte é o ambiente da sofisticação crítica".

Eleições 2022

No evento, Ciro não descartou concorrer novamente nas eleições de 2022.

"Só que eu acho que o Brasil não precisa de proposta estreita de esquerda. O Brasil não cabe na esquerda. Temos que ter humildade para entender. O Brasil não é de elite. É popular, rural, dos movimentos católicos, do trabalhador que enriqueceu no agronegócio e que vê comunismo em todo o canto", argumentou, defendendo ainda que é necessário um projeto nacional que una os interesses da produção aos do trabalhador.

Ele ainda criticou Bolsonaro ao sugerir que o ex-capitão criaria crises em função de adotar um vocabulário com palavras 'vulgares e chulas'. "Bolsonaro agride os chineses e se alinha aos americanos. Ele trabalha contra o país, não sei se lucidamente. Assinou às pressas sem ler e ele não entende patavina de nada, porque ele é um idiota. Desculpa falar isso de um presidente da República, mas precisamos tirar as máscaras. O Centro Oeste carrega o país nas costas há décadas".