Citado por Bolsonaro na ONU, 5G sequer foi discutido pela Anatel

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Digital rendering of 5G with glowing green wireframes and floating binary numbers
Tecnologia promete trazer mais velocidade e estabildade aos mais variados setores da economia mundial
  • Leilão preparado pelo governo foi alvo de questionamentos pelo TCU

  • A proposta tem valor previsto de R$ 44 bilhões

  • A expectativa é que a disputa das empresas pelas faixas aconteça em outubro

Citada pelo presidente Jair Bolsonaro em seu discurso na Assembleia-Geral da ONU, a rede 5G sequer entrou em votação na Anatel.

A diretoria da Agência Nacional de Telecomunicações marcou para a próxima sexta-feira (24) a reunião para concluir a votação da proposta de leilão que vai explorar os serviços da tecnologia, que amplia a velocidade da conexão móvel.

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A agência havia marcado a votação para a semana passada, mas foi adiada em razão de um pedido de vista do conselheiro Moisés Moreira

A Anatel vai finalizar a proposta após ela ter sido analisada pelo Tribunal de Contas da União. Um parecer da área técnica apontou problemas e sugeriu mudanças na proposta do leilão, mas a maioria dos ministros votou pela aprovação do plano da agência.

O que estará em jogo no leilão do 5G

O leilão vai colocar as faixas de frequência para disputa entre operadoras de telecomunicações. Além do pagamento para exploração, as companhias deverão ter obrigações, como melhorar ou até mesmo implementar antenas em cidades que hoje estão descobertas de conexões.

A proposta de leilão tem valor previsto de R$ 44 bilhões e está estruturada com foco em investimentos e oferta da tecnologia a todos os municípios com mais de 600 pessoas.

O governo vem repetindo que a intenção não é arrecadar, mas sim aumentar investimentos nessas novas redes. A expectativa do ministro das Comunicações, Fábio Faria, é que o leilão ocorra em outubro deste ano. Alguns analistas já apontam para novembro como o mês mais provável.

Polêmicas com a rede privada do governo

Em entrevista a jornalistas estrangeiros, Fábio Faria afirmou que a empresa chinesa Huawei, fabricantes de equipamentos para redes 5G, não teria interesse em participar da formação da rede privada de comunicações do governo, e que o fornecimento de equipamentos deverá ficar com Nokia e Ericsson, que já teriam expertise nessa área. As três empresas são as grandes favoritas para a exploração comercial das novas redes. A companhia chinesa, vale lembrar, fornece equipamentos para as quatro grandes operadoras (Claro, Oi, Tim e Vivo). Boa parte do 4G no Brasil funciona com equipamentos da Huawei.

Faria afirmou que a separação da rede privada do governo da rede geral de 5G "resolveu" o problema do riscos de espionagem visto por alguns setores do governo.

O governo brasileiro era pressionado pelos Estados Unidos para evitar a entrada dos chineses na rede, mas as teles brasileiras, pelo outro lado, pressionavam para que se evitasse a barreira porque a Huawei é hoje a maior e mais barata fornecedora de equipamentos.

"Mas as informações que temos é que a Huawei não teria interesse em participar da rede privativa. De qualquer forma, Nokia e Ericsson são as mais especializadas em redes privativas. Creio que isso resolveu nosso problema, e o resto ficará para o livre mercado", afirmou, acrescentando que a etapa de compra de equipamentos é posterior e cabe às empresas que venceram o leilão.

Tecnologia 5G

O 5G é uma nova tecnologia que amplia a velocidade da conexão móvel, permitindo novos serviços com uma rede mais segura e estável que abre espaço para o uso de novas atividades em diversas áreas, como indústria, saúde e agricultura, e na produção e difusão de conteúdos.

A nova rede 5G permitirá a interconexão de equipamentos e dispositivos e possibilitando o acesso a produtos inovadores e utilidades domésticas desenvolvendo ainda mais a chamada Internet das Coisas.

Com informações da Agência Brasil

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