Civis são sequestrados na fronteira da Colômbia

·2 min de leitura
(Arquivo) Soldados colombianos erradicam plantações de coca no departamento de Nariño (AFP/Juan BARRETO)

Sete civis, incluindo venezuelanos, estão em poder de guerrilheiros dissidentes do acordo de paz assinado em 2016 na Colômbia, informaram autoridades nesta segunda-feira.

Os reféns são moradores do município de El Tarra, na fronteira com a Venezuela. “Alguns desempenham atividades comerciais, outros são venezuelanos trabalham no campo. São pessoas conhecidas”, informou o prefeito Yair Díaz à W Radio, sem comentar a data ou as circunstâncias envolvendo o sequestro. Tampouco se sabe o número exato de migrantes em cativeiro.

“Fazemos responsável Lenín Quintero Moyano, vulgo Pedro, um dos comandantes” dos dissidentes presentes naquela região, denunciou o coronel Carlos Martínez, comandante de polícia do departamento Norte de Santander, onde fica El Tarra. A região concentra a maior quantidade de narcocultivos do mundo.

Um vídeo publicado nas redes sociais tomado como prova de vida por autoridades de defesa dos direitos humanos mostra os reféns em uma floresta, vigiados por dois homens uniformizados armados.

Uma segunda sequência mostra Pedro com um dos guerrilheiros dissidentes fazendo uma advertência aos migrantes venezuelanos, que fugiram da crise em seu país.

“Bem-vindos todos aqueles que vêm trabalhar e fazer as coisas direito, mas também sabemos que na região há pessoas que vendem drogas, consumidores, ladrões, estupradores, extorsionistas. Ajudem-nos a identificá-los, para os expulsarmos ou corrigirmos", diz o comandante, cujo uniforme camuflado traz emblemas das extintas Farc.

No começo de outubro, dois adolescentes venezuelanos foram assassinados após serem acusados de roubo de um armazém no município vizinho de Tibú. Rebeldes do Exército de Libertação Nacional (ELN), última guerrilha reconhecida no país, e grupos de origem paramilitar disputam com os dissidentes a receita do narcotráfico e contrabando nessa região da Colômbia.

Segundo o prefeito, a Defensoria do Povo e a Igreja Católica organizam "uma comissão humanitária" para mediar a libertação dos reféns. “É a alternativa mais viável para não colocar em risco a integridade desses cidadãos, pois um resgate aumentaria os riscos”, explicou Díaz.

Com quase 2 milhões de venezuelanos em seu território, a Colômbia é o principal destino do êxodo daquele país, mergulhado em anos de crise econômica e política.

jss/vel/gm/lb

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos