Radioteatro: podcasts trazem dramatizações de clássicos da literatura brasileira

O Globo
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RIO — Criado há seis anos pelos atores Priscila Lessa e Pedro Ruggiero, o Palco Literário, que leva adaptações de clássicos da literatura para o teatro nas escolas da cidade, ganhou uma versão digital em formato de radioteatro. Os sócios, que se uniram a Mário Márcio Bandarra, Mario Rogério, Nelson Faria e Carlos Henrique Targat, já se movimentavam para criar uma versão do projeto em podcast, mas foi durante a pandemia que o novo modelo ganhou força.

— Antes da pandemia, chegamos a gravar “O homem que sabia javanês” no estúdio e tínhamos uma agenda, que foi modificada pela quarentena. Começamos a gravar dentro de casa, no guarda-roupa (para abafar sons externos). A direção é feita por telefone. É bem diferente e divertido — conta Priscila, moradora da Barra.

Já foram gravadas oito obras, entre “Triste fim de Policarpo Quaresma”, de Lima Barreto; “Memórias de um sargento de milícias”, de Manuel Antônio de Almeida, e “Memórias póstumas de Brás Cubas”, de Machado de Assis. Este ano, o grupo pretende produzir mais 12. E também tem promovido debates pela internet com estudantes.

— Nas escolas, fazemos um debate após o espetáculo. As lives são uma maneira de trazer os alunos para mais perto — diz Ruggiero.

Para ouvir a dramatização, é preciso baixar gratuitamente o aplicativo Palco Literário Digital. Cada obra custa R$ 5 e fica disponível por 24 horas.

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