Cláudio Castro se reúne com Bolsonaro para pedir ajuda por novo regime de recuperação fiscal

Gustavo Maia
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Márcia Folleto / Agência O Globo
Márcia Folleto / Agência O Globo

BRASÍLIA — O governador em exercício do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, voltou ao Palácio do Planalto pelo segundo dia consecutivo nesta quarta-feira para se reunir com o presidente Jair Bolsonaro e pedir ajuda na aprovação do novo regime de recuperação fiscal, um projeto que alivia as regras para cumprimento do teto de gastos dos estados. O ministro da Secretaria de Governo, Luiz Eduardo Ramos (Secretaria de Governo), responsável pela articulação política do Executivo federal, também participou do encontro.

Questionado sobre a resposta de Bolsonaro, o governador disse que o presidente "mais uma vez se demonstrou sensível, mas que a decisão sobre atender ou não aos pleitos são mais complexas":

— Não é uma decisão simples de atende ou não atende. Tem a questão do PLP 101, que é o novo regime de recuperação fiscal. O Rio hoje trabalha em duas frentes. Trabalha na frente do regime vigente e desse novo, do projeto do deputado federal Pedro Paulo. Então mais uma vez eu vim aqui pedir ao presidente que nos ajude — declarou.

Na terça-feira, em audiência com Ramos, Castro pediu para a proposta ser votada até metade de dezembro e, segundo ele, ouviu do ministro que é possível cumprir o prazo.

Ele apontou que é importante passar para o presidente as coisas que está tratando em Brasília, pelo fato de ter palavra final e para que ele não seja surpreendido depois.

— Seria até uma forma pouco cortês minha não vir aqui falar o que a gente tá conversando. Então o ideal é que o Rio esteja falando esse diálogo permanente com o governo federal. E tem sido um diálogo de muito trabalho. A gente fala pautas estritamente de trabalho mesmo — comentou.

Eleições municipais

Indagado sobre o segundo turno das eleições para a Prefeitura do Rio, entre o ex-prefeito Eduardo Paes (DEM) e o atual, Marcelo Crivella (Republicanos), Castro repetiu o que tem dito e negou ter preferência por um dos dois candidatos:

— O governador não tem candidato, e o Cláudio, o voto é secreto. Então o que a população definir, eu sou empregado do povo. O que o povo definir, eu vou trabalhar com ele. Realmente não tenho preferência nenhuma — afirmou.

Ainda segundo ele, Bolsonaro não comentou se vai pessoalmente ao Rio na reta final da campanha, como deseja Crivella. O governador disse nem ter tratado do segundo turno na conversa com o presidente.