Clero dos EUA aprova novo texto sobre comunhão que deixa a política de fora

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O presidente Joe Biden (cen.) e a primeira-dama Jill Biden (esq.) conversam com um padre ao deixarem uma igreja católica em Wilmington, Delaware, em 19 de junho de 2021 (AFP/Olivier DOULIERY)

O clero dos Estados Unidos aprovou nesta quarta-feira (17) um texto geral sobre o significado da comunhão, mas sem mencionar que o sacramento católico poderia ser negado a dirigentes políticos favoráveis ao direito ao aborto, como o presidente Joe Biden.

O documento, intitulado "O mistério da Eucaristia na vida de Jesus Cristo", foi aprovado por ampla maioria (222 votos a favor, 8 contra e 3 abstenções) pela Conferência Episcopal dos Estados Unidos (USCCB, na sigla em inglês) em sua reunião de outono (no hemisfério norte) em Baltimore, no nordeste do país.

Uma proposta de redação desse texto, cuja versão final se concentra na importância deste sacramento, gerou controvérsia anteriormente.

Em maio, o Vaticano advertiu contra possíveis medidas dirigidas a "funcionários católicos favoráveis à legalização do aborto, à eutanásia e outros preconceitos morais".

A USCCB havia enfatizado na época que o documento em preparação "não estava destinado a fins disciplinares" nem "dirigido contra um indivíduo ou um grupo de pessoas".

Joe Biden, que é descendente de católicos irlandeses e evoca com frequência a sua fé em público, além de frequentar a missa quase todos os domingos, se opõe pessoalmente à interrupção voluntária da gestação, mas nunca quis questionar um direito garantido pela Constituição americana.

Seu governo recorreu à Suprema Corte contra uma lei aprovada no Texas, que proíbe a maior parte dos abortos, inclusive em casos de incesto e violência sexual.

Em 2019, o agora presidente teve a comunhão negada em uma igreja americana.

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