Clientes de Dario Messer são condenados por movimento ilícito de 44 milhões de dólares em conta de empresa de esmeraldas

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O juiz Ian Legay Vermelho, da 2ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro, condenou os empresários Daisy Balassa Tsezanas e Marcello Luiz Santos de Araújo por movimentarem, de forma ilícita, entre os anos de 2011 e 2017, cerca de 44 milhões de dólares na mesa de câmbio gerida pelos doleiros Claudio Barbosa, o Juca, e Vinicius Claret, o Tony, sob o comando de Dario Messer, conhecido como o ‘doleiro dos doleiros’. Os dois eram proprietários da Comércio de Pedras Os Ledo, especializado na venda de esmeraldas no exterior, e receberam penas de 58 anos e seis meses de reclusão pelos crimes de evasão de divisa e ocultação de bens.

De acordo com a sentença, a qual O GLOBO teve acesso, o Ministério Público Federal (MPF) acusava Daisy e Marcello de receber dólares do exterior pela venda “por fora” de pedras preciosas e semipreciosas e manter uma contabilidade paralela a oficial, entre janeiro de 2011 e novembro de 2016. Foram analisados extratos bancários e ainda levados em consideração termos de colaboração premiada dos investigados.

Para o MPF, Marcelo seria o responsável pelos crimes de ocultação e dissimulação da origem, a natureza, a disposição, movimentação e propriedade de recursos em reais depositados no Brasil em favor dos garimpeiros Robson Silva Ferreira, Abelardo Araújo Ferreira, Edivaldo Fernandes de Andrade e João Jatobá de Almeida.

Já Daisy tinha conhecimento das irregularidades cometidas pela Os Ledo, trabalhava na empresa, era conhecida pelos garimpeiros e recebia os lucros com os resultados obtidos pela empresa.

A condenação de Daisy e Marcello se deu em relação ao processo da operação Marakata, desdobramento da Lava Jato no Rio, no qual Messer foi condenado a 13 anos e quatro meses de prisão por participação em esquemas nacionais e transnacionais de lavagem de dinheiro e outros crimes e teve prisão preventiva decretada.

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