Clima é indignação em hospital no RJ em que anestesista foi preso

SÃO JOÃO DE MERITI, RJ (FOLHAPRESS) - Dois dias após o médico anestesista Giovanni Quintella Bezerra ser preso em flagrante por estupro de grávida durante um parto, o clima entre acompanhantes de pacientes no Hospital da Mulher Heloneida Studart, em São João de Meriti (RJ), era de indignação e repulsa à conduta dele.

Enfermeiros e médicos do hospital não quiseram comentar o caso. Um dos seguranças da unidade, que preferiu não se identificar, disse que não o conhecia muito bem, porque o anestesista não falava com ninguém e saia apenas para fumar. A Polícia Civil investiga se mais cinco pacientes foram estupradas pelo anestesista.

Cleonice Ribeiro Silva, 52, levava a sobrinha para fazer os últimos exames antes do parto. Ela aguardava na porta do hospital com outra filha e a neta de dois anos.

"O monitoramento do coração do bebê foi feito todos os meses aqui, eu ia mudar? Fiquei indignada com um homem desse. Mas o hospital é muito bom", contou Cleonice.

A estudante Geovana Vitoria de Barros chegou ao final da tarde de terça, acompanhada da tia, para buscar a irmã que teve alta. Ela contou que Giovanni foi o responsável pela anestesia da cirurgia da irmã, mas que a tia acompanhou a cirurgia, realizada no sábado, um dia antes do crime.

Ela se assustou ao saber do caso. "A gente reconheceu ele pela televisão. Mas deu tudo certo na cirurgia da minha irmã."

A autônoma Márcia Oliveira, 42, foi levar a filha no final da tarde para fazer um exame de revisão pós-parto. Ela lembra que viu o médico no fim de junho, quando a filha foi internada para ter o bebê.

"O cara estuda tanto para ter uma atitude dessa? Esse hospital é ótimo, meu neto nasceu aqui. Ele simplesmente sujou o nome dele para sempre, uma vergonha isso!"

De acordo com a Secretaria de Estado de Saúde, a direção do HMulher abriu uma sindicância interna para apurar a atuação do anestesista e notificou o Cremerj (Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro). A direção da unidade também disse que está prestando todo apoio à vítima e à sua família.

A Secretaria de Saúde também comunicou que o médico não é servidor do estado. Ele prestava serviço havia dois meses como pessoa jurídica para a unidade, onde realizou quatro plantões.

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