Clitóris e ponto G: como são, onde ficam e como funcionam

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Flor branca num funto preto. Foto: Getty Images

O corpo da mulher possui segredos sexuais que podem e devem ser explorados na hora do prazer, e dois deles não são tão segredos assim: o clitóris e o famoso ponto G. Até onde a ciência sabe, o clitóris é o único órgão do corpo humano cuja única finalidade é proporcionar prazer.

Já quanto ao ponto G, ninguém encontrou uma prova científica incontestável de que ele exista – seja uma protuberância, uma veia, um lugar dentro do canal vaginal sensível como o clitóris.

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Para te ajudar a saber mais, diferenciar e pesquisar por conta própria, o Yahoo! preparou uma lista com sobre estes dois mistérios do corpo feminino. 

Clitóris 

1. Potente

Assim como o pênis, o clitóris tem prepúcio (prega de pele) e glande ("cabeça"). Também assim como o genital masculino, quando estimulado, o feminino sofre uma "ereção"(na verdade, um ingurgitamento por causa do acúmulo de sangue). Se você pensou no tamanho de um e de outro, saiba que o clitóris não se resume ao botão externo. Esse é um quarto da extensão toda do órgão, ou seja, apenas a ponta do iceberg. A estrutura tem uma porção interna e, no total, pode ter de 6 a 8 centímetros (o brasileiro tem, em média, um pênis de 9,5 centímetros, no estado flácido). Apesar do tamanho, o clitóris possui cerca de 8 mil terminações nervosas, o pênis não chega a metade disso.

2. Puro prazer

Ainda que existam algumas iniciativas de estudos que tentam relacionar o clitóris à fertilidade da mulher, a ciência ainda não comprovou essa hipótese. Até o momento, ele segue como único órgão do corpo humano que tem como finalidade exclusiva proporcionar prazer.

3. À prova dos efeitos do tempo

A sensibilidade do clitóris não sofre alteração ao longo do envelhecimento da mulher. Também é um dos poucos órgãos do corpo humano que não atrofia porque não depende totalmente do estrogênio, hormônio feminino que deixa de ser produzido após a menopausa.

4. Uma forcinha da medicina

Ainda que o clitóris não envelheça, o prepúcio do órgão pode ficar flácido e recobrir a glande. E isso não só por causa do passar dos anos. O problema pode aparecer em mulheres que passaram por cirurgia bariátrica e ficaram com excesso de pele. Mas a questão é simples de ser resolvida. Há uma cirurgia chamada clitoropexia, um procedimento simples – em geral dura uma hora – e que não implica em riscos para a sensibilidade.

5.Prazer no corpo todo

Quando a mulher atinge o orgasmo clitoriano, ela pode ter 32 contrações pelo corpo todo em menos de 30 segundos! Essa potência é super importante, pois estudos já concluíram que só 25% das mulheres chegam ao orgasmo via penetração vaginal. Ou seja, a maioria depende dele para chegar lá na hora do sexo.

Ponto G

Onde ficaria

Supostamente a uns 5 cm da entrada da vagina. Não seria um ponto, mas uma pequena área rugosa na parede do canal vaginal.

Como estimular?

Uma das opções seria com a mulher deitada de barriga pra cima. Ela ou outra pessoa lubrifica dois dedos e os penetra devagar. Não até o fundão! Bastam os tais 5 cm. Daí massageia a região como se tivesse fazendo o movimento de chamar alguém. Pode tentar uns círculos, simultaneamente pressionar o púbis por fora, em cima da vulva…

Pênis meio tortos pra cima, vibradores com formatos específicos e posições sexuais como a “cavalgada” facilitariam esse esquema.

A aplicação de botox na vagina funciona?

Clínicas de dermatologia e cirurgia plástica estão aplicando injeções de ácido hialurônico dentro do canal vaginal. Afirmam que esse procedimento, feito em dez minutos com anestesia local, aumenta a sensibilidade do tecido onde ficaria o ponto G. Não existem estudos sérios comprovando a eficácia e abordando os efeitos colaterais.

Vale o GPS?

Tudo bem explorar o lugar onde SERIA o ponto G e testar se estímulos ali são prazerosos ou não. Do mesmo jeito que você exploraria outras zonas erógenas. O que não vale é considerá-lo imprescindível (SE É QUE ELE EXISTE). Porque, se você não “encontrar”, corre o risco de se sentir incompetente ou concluir que nasceu “sem essa parte do corpo”. Ponto G de verdade é de “gozo” – e sua localização varia de pessoa pra pessoa.

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