Clube é condenado a pagar R$ 263 mil a mulher que ficou paraplégica em toboágua

Colaboradores Yahoo Notícias
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Toboágua onde mulher ficou paraplégca em parque aquático de Caldas Novas (GO)

A Justiça de Goiás condenou um parque aquático de Caldas Novas, principal cidade turística do estado, a pagar R$ 263 mil de indenização a uma mulher que ficou paraplégica após sofrer um acidente em um toboágua do clube.

A decisão, da qual cabe recurso, foi proferida na última quarta-feira (20) pela juíza Renata Farias Costa Gomes de Barros Nacagami, da 3ª Vara Cível e de Família e Sucessões da comarca de Valparaíso de Goiás.

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A vítima deverá receber R$ 150 mil por danos morais, R$ 100 mil por danos estéticos, R$ 6,4 mil por gastos com materiais e produtos e R$ 6,7 mil por custos de cadeiras de roda e banho, resultando em R$ 263 mil. Ela também receberá uma pensão de R$ 1,2 mil por toda a vida, a partir da data do acidente.

O acidente aconteceu no dia 23 de outubro de 2014, em um brinquedo chamado “Anaconda”, que possui curvas e termina em uma piscina. Nos autos do processo, a vítima informou que, após descer no toboágua, ela caiu de joelhos na água, pois a piscina teria o tamanho desproporcional para suportar o impacto da queda, e de imediato sentiu uma “forte dor nas pernas”.

No processo, a vítima alegou negligência durante o socorro, pois foi levada a uma unidade de saúde na traseira de um carro, em vez de uma ambulância.

Durante a recuperação, a mulher afirma que teve diversos gastos médicos e ficou impossibilitada de exercer suas atividades laborais, já que trabalhava como auxiliar de produção. Ela ainda relata os transtornos psicológicos sofridos em decorrência de sua atual condição física.

Além de ter perdido o movimento das pernas, a mulher teve disfunção no sistema intestinal e urinário após o acidente. Para a juíza, as provas são suficientes para comprovação dos danos causados à auxiliar de produção e resta “incontroverso” que a autora se acidentou ao utilizar o toboágua.

“Assim, resta evidente que a responsabilidade da requerida pela prestação precária de serviços, tanto em relação à estrutura do toboágua posto à disposição dos banhistas (consumidores), quanto ao atendimento de primeiros socorros”, pontuou.

Com informações do portal G1.